Ivete Sangalo e MC Zaac erram na mistura de funk com baticum baiano no single ‘Não pode parar’


Capa do single ‘Não pode parar’, de Ivete Sangalo com MC Zaac
Divulgação
Resenha de single
Título: Não pode parar
Artistas: Ivete Sangalo e MC Zaac
Compositores: Ivete Sangalo, MC Zaac, Radamés Venâncio e MC Vigary
Edição: Universal Music
Cotação: * *
♪ Na letra autorreferente de Não pode parar, música inédita que junta Ivete Sangalo com MC Zaac, os convidativos versos “Vem com o Zaac e vem com a Ivete / Se quer batida do funk, mistura de Sampa, tambor e Bahia” dão a pista do single lançado na noite de quinta-feira, 26 de dezembro, em edição da gravadora Universal Music.
Em tese, a mistura do batidão do funk com o baticum baiano poderia ter gerado single explosivo. Na prática, a gravação de Não pode parar resulta morna. A energia soa fake.
Feita no estúdio baiano Praia do Forte com produção musical do maestro de Ivete, Radamés Venâncio, a gravação da estrela da axé music com o funkeiro paulista não deu liga. De autoria dos cantores com Radamés e com MC Vigary, a música em si, insossa, contribuiu para a mistura ter desandado.
Não pode parar é música sem o calor dos tambores que embasam a música afro-baiana. Tampouco tem a pulsação dos melhores funks. Tanto que o único charme da gravação é a voz de uma das filhas gêmeas de Ivete ouvida no início (“Vamos começar o show?”) e no fim (“Bota de novo, mamãe”) da gravação de Não pode parar. Não dá para ferver no baile e tampouco ir atrás do trio elétrico…