Inpe diz que satélite Amazônia 1 opera normalmente e inicia envio de imagens


Instituto afirma que lançamento e operação do satélite brasileiro seguem como esperado e as primeiras imagens já estão sendo processadas em São José dos Campos. Amazônia 1, primeiro satélite 100% brasileiro, chega ao espaço para ser vigilante da floresta
O Amazônia 1, primeiro satélite completamente brasileiro, opera normalmente e iniciou nesta quarta-feira (3) o envio das primeiras imagens ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O equipamento foi lançado ao espaço na madrugada de domingo (28) e a operação segue como prevista, segundo o Inpe.
Clézio di Nardin, diretor do Inpe, afirmou que o satélite está em órbita sem apresentar nenhum problema. O esclarecimento foi feito após uma empresa de rastreamento de satélites indicar irregularidades de sinal do Amazônia 1.
“Não é fato que ele está descontrolado. O lançamento do satélite foi um sucesso. Não há registro de qualquer intercorrência”, disse Clézio ao G1.
Amazônia 1 está em órbita no espaço e envia primeiras imagens
Dovulgação/Inpe
Nesta quarta-feira (3), o satélite enviou do espaço as primeiras imagens ao Inpe. Segundo o G1 apurou a imagem cobre do nordeste brasileiro até o Rio de Janeiro. Apesar de confirmar as imagens, o Inpe não divulgou a captação até a publicação da reportagem.
Lançamento
O Amazônia 1 foi lançado ao espaço na madrugada deste domingo (28). O lançamento ocorreu às 1h54, no Centro de Lançamento Sriharikota, na Índia. O satélite brasileiro foi ao espaço juntamente com os satélites Sindhu Netra (India), Nanoconnect-2 e SpaceBee (12 ) (ambos dos Estados Unidos).
O equipamento é o primeiro satélite completamente brasileiro, um projeto de oito anos desenvolvido no Inpe, em São José dos Campos.
O Amazônia 1 é o terceiro a formar o sistema Deter e vai auxiliar na observação e no monitoramento do desmatamento na região amazônica. Com 4 metros de comprimento e 640 kg, o Amazônia 1 vai ficar a 752 quilômetros acima da superfície da Terra em uma órbita entre os polos norte e sul e vai capturar imagens em alta resolução.
Do espaço, ele vai mandar o sinal para três estações de monitoramento no Brasil: uma em Cuiabá (MT), a outra em Alcântara (MA) e a terceira em Cachoeira Paulista (SP). Todos os movimentos do satélite serão coordenados de uma outra estação, que fica no Inpe.
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Investimentos e paradas no projeto
O projeto começou há oito anos, na sede do Inpe, e teve um investimento de R$ 400 milhões e envolvimento de diversos pesquisadores.
Após oito anos para construção, com ameaças de paradas no projeto por falta de orçamento, ele foi concluído para testes em dezembro de 2020. No Inpe, o equipamento passou por uma bateria de análises até a liberação para transporte, que foi feita ainda em dezembro.
Inicialmente, o lançamento estava previsto para o dia 22 de janeiro, mas a data foi remarcada. A mudança foi feita a pedido da equipe de lançamento, que pediu mais tempo para as etapas finais de preparação. Com isso, a data foi alterada para este domingo.
Foi montado um esquema de transporte com o satélite desmontado. Ele foi levado por um avião cargueiro e passou pelo Senegal antes de chegar ao seu destino final, na Índia.
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