Infrações ambientais contra a flora têm aumento de quase 21% na região de Presidente Prudente neste ano


Polícia Ambiental passou a desenvolver um trabalho de monitoramento por imagens e geoprocessamento. Nesta sexta-feira (17), é comemorado o Dia de Proteção às Florestas. Degradação ambiental na região de Presidente Prudente
Polícia Militar Ambiental
Nesta sexta-feira (17), é comemorado o Dia de Proteção às Florestas, data que busca sensibilizar a população sobre a importância da preservação das reservas vegetais. No entanto, a região do Oeste Paulista não tem muito o que comemorar nesta data que marca a conscientização das pessoas junto à natureza. Isso porque as infrações ambientais contra a flora aumentaram 20,68% em 2020.
De acordo com os dados da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente (SP) e responsável pela fiscalização ambiental em 53 municípios, no período de janeiro a junho deste ano, foram registradas 175 ocorrências contra a flora, enquanto que no mesmo período do ano passado foram 145 infrações.
“Algumas ocorrências de dano à flora possuem maior incidência. Muitas vezes, pessoas colocam fogo em um local, isso sai do controle e vira um incêndio florestal. Além disso, têm indivíduos que vão e derrubam algumas árvores, até para aperfeiçoar a sua atividade, como a agricultura e a pecuária, e isso se enquadra como um crime ambiental, quando não licenciado”, pontua o capitão Júlio César Cacciari de Moura ao G1.
Ainda conforme as informações da corporação, o número de crimes contra a flora registrou crescimento ao longo dos últimos anos. No mesmo período de janeiro a junho, eles cresceram 2,89% em 2018, 2,11% em 2019 e 20,68% em 2020.
“O aumento das infrações ocorre pelo uso crescente das tecnologias disponíveis de monitoramento por imagens de satélite e geoprocessamento das informações que estamos fazendo agora e também porque estão havendo mais denúncias, as pessoas estão atentas. Hoje há um grande estímulo sobre as denúncias de crimes ambientais na região e em todo o país”, conta Moura.
Monitoramento
Desde o final do ano passado, a Polícia Ambiental tem feito um trabalho com tecnologia e baseado na técnica de monitoramento e geoprocessamento. O trabalho consiste em ver as áreas em tempo real e comparar as imagens, por meio da internet, para constatar se há algum indício de degradação.
“Esse é um trabalho muito preciso e que tem dado muito resultado. Na maioria das vezes, o que é constatado nas imagens se confirma na análise de campo, configurando crimes e infrações, revela o oficial ao G1.
“Anteriormente, o nosso trabalho era composto por denúncias e pelas rondas nos locais. Hoje, continuamos com essas importantes e essenciais ações, mas o serviço de monitoramento e geoprocessamento ajuda bastante”, adiciona.
Degradação ambiental na região de Presidente Prudente
Polícia Militar Ambiental
Valores
As multas para os crimes ambientais, conforme previsto por lei, têm valores que variam de R$ 50,00 a R$ 50 milhões. Os valores de multas aplicadas dependem de uma série de fatores, que vão desde o número de árvores suprimidas até o estágio em que a vegetação destruída encontrava-se.
“Tudo depende do crime cometido e da dimensão do dano. A multa por infração ambiental não é como um multa de trânsito, por exemplo. A multa de trânsito você paga e por vezes fica por isso mesmo. Já o crime ambiental, além da parte financeira, a pessoa responderá por crime e ela será responsável também por revigorar a área que foi prejudicada”, finaliza o capitão.
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