Indígenas que viviam isolados são vistos em Seringueiras, RO

Indígenas trocaram uma carne de caça por uma galinha do sítio e levaram um machado. Funai está no local procurando vestígios deixados pelo grupo. Indígenas que viviam isolados são vistos em Seringueiras-RO
Uma moradora de um sítio em Seringueiras, interior de Rondônia, levou um susto ao se deparar com um grupo de indígenas isolados. São nômades que não têm qualquer contato com brancos ou outros indígenas. O caso ocorreu na última semana.
Segundo a dona de casa Gabriella Euvira Moraes, a visita foi rápida. Os indígenas trocaram uma carne de caça por uma galinha do sítio e levaram um machado. A moradora contou à reportagem que correu ao banheiro e filmou a visita.
O grupo não entrou na casa da mulher e se espantou ao ouvir um barulho. Porém, antes de sair, deixou uma carne de caça e levou uma galinha e um machado.
Especialistas dizem que a propriedade fica perto de uma área de floresta, onde há registros da existência de indígenas isolados. Esse contato ainda está sendo analisado.
Equipes da Fundação Nacional do Índio (Funai) estão no local procurando vestígios que o grupo pode ter deixado. A troca da carne de caça pela galinha pode ser um sinal de paz, a princípio. O machado é um instrumento que eles precisam para sobreviver na mata.
A procuradora federal Giseli Bleggi, assim que soube do fato, buscou informações com as equipes da Funai que cuidam dos indígenas isolados. Ela alerta que nesse momento de pandemia é perigoso qualquer tipo de aproximação com eles.
A Rede Amazônica entrou em contato com a Funai, em Brasília, em busca de maiores informações. Porém, ainda não houve retorno.