Índice que corrige o aluguel desacelera em maio, mas ainda acumula alta de 7,64% em 12 meses


IGP-M fica em 0,45% em maio e acumula alta de 3,56% no ano. Prédio no Centro de São Paulo
Fábio Tito/G1
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,45% em maio, percentual inferior ao apurado em abril, quando foi de 0,92%, segundo divulgou nesta quinta-feira (30) a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Com este resultado, o IGP-M acumula alta de 3,56% no ano e de 7,64% nos últimos 12 meses.
Em maio do ano passado, o índice havia subido 1,38% no mês e acumulava alta de 4,26% em 12 meses.
O IGP-M é usado como referência para a correção de contratos, como os de aluguel de imóveis. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais.
Em 2019, o IGP-M registra alta acima de outros índices de inflação. No acumulado no ano até maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acumula alta de 2,27%.
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Componentes do IGP-M
Com peso de 60% no IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aumentou 0,54% em maio, após alta de 1,07% em abril. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 0,01% em maio, contra 1,25% no mês anterior.
A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,47% em abril para 0,95% em maio.
Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,35% em maio, após aumento de 0,69% um mês antes. Das oito classes de despesa componentes do índice, 6 registraram recuo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,88% para -0,12%).
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,09% em maio, ante 0,49% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de abril para maio: Materiais e Equipamentos (0,71% para 0,20%), Serviços (0,53% para 0,09%) e Mão de Obra (0,33% para 0,01%).
Variação em 2018
O IGP-M encerrou o ano de 2018 com uma alta acumulada de 7,54%, acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA, de 3,75%. Em 2017, o índice teve deflação de 0,52%.