Índia planeja lançar em julho sua segunda missão espacial na Lua


Objetivo é coletar dados sobre a presença de água na Lua e sua composição mineral, diz a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO). Agência também pretende enviar missão tripulada com três astronautas em 2021. Cientistas a agência espacial indiana trabalham em módulos lunares da missão Chandrayaan-2, em Bengaluru
Reuters
A Índia pretende lançar no próximo dia 15 de julho sua segunda missão à Lua, a Chandrayaan-2, que explorará o polo sul da superfície lunar. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pela Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO).
Trata-se da missão “mais complexa já realizada” pela organização e coletará dados sobre a presença de água na Lua e sua composição mineral, além de realizar diversos experimentos, afirmou em entrevista coletiva o chefe do programa, Kailasavadivoo Sivan.
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Segundo Sivan, a sonda lunar será lançada às 2h51 (horário local de 15 de julho, o equivalente às 18h21 de 14 de julho no horário de Brasília). A previsão é que a sonda faça o pouso na Lua entre os dias 6 e 7 de setembro.
A nação asiática anunciou, também, a intenção de lançar uma nova missão com três astronautas a bordo, durante sete dias, em dezembro de 2021.
Descida controlada
O aparelho, com um peso total de 3,8 toneladas, inclui um robô que tocará a superfície da Lua e que, durante sua vida útil. percorrerá cerca de 500 metros. Além disso, uma sonda permanecerá na órbita lunar durante um ano.
“O corpo composto permanecerá em uma órbita circular de cerca de 100 km em torno da Lua e, quando o momento for propício, o módulo de alunissagem se separará do orbital”, indicou Sivan.
O módulo deve descer aos poucos, reduzindo a órbita “de forma controlada” e utilizando a força dos motores para preparar o pouso na Lua. Esse processo, no total, dever dura apenas 15 minutos.
Sivan destacou que “esses 15 minutos serão o momento mais aterrorizante para o nosso escritório, não só para as pessoas do ISRO, mas também será um momento aterrorizante para todos os indianos, porque esses 15 minutos de voo são a operação mais complexa que o ISRO já tentou”.
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O lançamento da Chandrayaan-2 estava previsto inicialmente para 2018 e é a segunda missão de exploração lunar da Índia projetada depois que sua versão anterior, Chandrayaan-1, foi posta em órbita lunar em novembro de 2008.
A Índia, com um dos programas espaciais mais ativos do mundo, começou a colocar satélites na órbita terrestre em 1999 e faz parte do exclusivo grupo de países que dispõem de sistema de navegação por satélite, no qual figuram também os os Estados Unidos (GPS) e a Rússia (GLONASS), entre outros.
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NASA