Incêndio devasta vilarejo no Canadá que registrou quase 50°C


Estima-se que 90% do povoado foi destruído, e famílias separadas durante a ordem de evacuação ainda tentam se encontrar. Onda histórica de calor atinge o oeste do Canadá e nordeste dos EUA. Fumaça de incêndio sobre Lytton, vilarejo no oeste do Canadá, nesta quinta (1º)
Karin Schmidlin/via Reuters
Os 250 moradores de Lytton, no oeste canadense, precisaram fugir de suas casas após um incêndio devastar o pequeno vilarejo na quarta-feira (30). Esse fogo começou após o povoado registrar quase 50°C — a maior temperatura já vista na história do Canadá (saiba mais no fim da reportagem).
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A fumaça poderia ser vista pelo alto, e o parlamentar Bradley Vis, que representa a região, estima que até 90% das construções foram consumidas pelo fogo. O prefeito de Lytton, Jan Polderman, deu a dimensão da gravidade do incêndio em entrevista à rede CBC News.
“Toda a cidade está pegando fogo. Levou só 15 minutos do primeiro sinal de fumaça até, de repente, aparecer fogo em todo lugar”, disse Polderman.
“Será um milagre se todos tiverem sobrevivido”, afirmou o prefeito.
Não há informação, até o momento, sobre vítimas do incêndio em Lytton. Segundo a emissora CBC, dezenas de pessoas ainda procuravam nesta quinta (1º) parentes que se perderam durante a evacuação da cidade. Ainda não está claro o que causou o incêndio.
Calor recorde no Canadá
Prédios em Vancouver, no Canadá, nesta segunda-feira (28) de calor recorde no país
Jennifer Gauthier/Reuters
Lytton registrou as mais altas temperaturas da história do Canadá nesta semana por três dias consecutivos:
Domingo (27/6) — 46,1°C
Segunda-feira (28/6) — 47,9°C
Terça-feira (29/6) — 49,6°C (recorde)
A onda de calor atingiu toda a província canadense da Colúmbia Britânica e também Oregon e Washington, nos Estados Unidos, que também registram recordes de temperatura.
Canadá registra quase 500 mortes em meio a temperaturas recordes
O número de mortes relacionadas ao forte e incomum calor não está claro ainda. Mas o oeste do Canadá registrou 500 óbitos desde o fim de semana, um número acima do normal que indica que houve, sim, vítimas dessas temperaturas elevadíssimas. Veja o VÍDEO acima.
Esse verão de temperaturas extremas se explica por um fenômeno chamado domo de calor. Trata-se de um enorme sistema de alta pressão, que se formou entre a Califórnia e o Ártico, impedindo a formação de nuvens e de ventos frescos. Cientistas avisam que, com as mudanças climáticas, fenômenos do tipo ficarão mais frequentes.