Guilherme Cobelo maldiz autoritarismo negativista ao perfilar ‘Osório’ no primeiro single solo


♪ Osório, fictício personagem perfilado com deboche pelo cantor e compositor brasiliense Guilherme Cobelo na letra do samba-choro Cantiga de maldizer nº 1, retrata representante do autoritarismo negativista, típico do atual quadro sócio-político do Brasil.
É com essa sátira da horda defensora da opressão tirânica que Cobelo inicia carreira solo com single autoral posto em rotação em 30 de junho pelo selo indie Chacota.
Cobelo começa a pavimentar trajetória fonográfica individual – dois singles inéditos estão previstos para serem lançados neste segundo semestre de 2021 na sequência de Cantiga de maldizer nº 1 (Osório) – sem deixar de estar à frente de Joe Silhueta, banda brasiliense de rock psicodélico que entrou em cena em 2015.
Capa do single ‘Cantiga de maldizer nº 1 (Osório)’, de Guilherme Cobelo
Arte de Estevão Vieira (ESVZ)
Com capa que expõe arte criada por Estevão Vieira (STVZ), o single Cantiga de maldizer nº 1(Osório) foi formatado em fevereiro, entre a casa do artista em Brasília (DF) e estúdio de Cachoeira (BA), em gravação feita com produção musical dividida entre o percussionista Victor Valentim (responsável pela mixagem) e o próprio Guilherme Cobelo.
O arranjo foi feito pelos músicos Fernando Meira (cavaco e violões de seis e sete cordas) e Sombrio da Silva (clarinete e sanfona).
Bruno Giorgi masterizou o single em que Cobelo pretendeu reunir (boas) referências de poetas e compositores como Geraldo Pereira (1918 – 1955), Gregório de Matos (1636 – 1696) e Tom Zé, entre outros nomes.