Grupo 3030 expressa saudade do futuro e fé no tom espiritualista do álbum ‘Infinito interno’


O rapper Rael e o grupo de reggae Ponto de Equilíbrio participam do disco criado pelo trio durante o período de isolamento social. ♪ Primeira das 15 músicas na disposição do repertório de Infinito interno, álbum autoral lançado pelo trio carioca-baiano de rap 3030 no sábado, 1º de agosto, Oxalá fala de fé e positividade em gravação que emula batuque afro-brasileiro na cadência do ijexá.
Até por estar alocada na abertura do disco, Oxalá traduz as intenções de Bruno Chelles, LK e Rod na criação de Infinito interno, álbum produzido durante o isolamento social com ecos da origem baiana do 3030 e com cancioneiro inédito que versa basicamente sobre espiritualidade e fé, como já haviam sinalizado os singles Céu, Lunar e Oração.
Essa atmosfera positivista é corroborada por músicas como Faya, Fé (gravada com a adesão do rapper Rael), Laskhmi, Liberdade (reggae formatado com o toque do grupo carioca Ponto de Equilíbrio), Maré e Universo ao meu favor.
Capa do álbum ‘Infinito interno’, do grupo 3030
Divulgação
A intenção do 3030 foi expressar saudade do futuro sem perder a esperança em repertório idealizado em tom espiritualista.
Promovido atualmente pela música Alma de cigana, o álbum Infinito interno também reitera o objetivo do grupo de diluir a prosódia do rap em coquetel rítmico temperado com brasilidade já exposta em discos anteriores como Tropicália (2019).
A diversidade rítmica brasileira do disco está em sintonia com a origem do 3030. Embora associado à cena cosmopolita da cidade do Rio de Janeiro (RJ), o grupo surgiu da reunião, entre 2008 e 2009, de dois baianos do distrito de Arraial d’Ajuda (BA), Bruno e LK, com Rod, carioca que sempre passava férias nessa terra litorânea situada no município de Porto Seguro (BA). O que legitima a levada baiana da música Oxalá, ponto de partida da viagem espiritualista empreendida pelo 3030 no álbum Infinito interno.