Governo diz que GM não vê risco de incêndio em unidades do Onix Plus com defeito na tubulação de combustível


Secretaria Nacional do Consumidor se reuniu com montadora para pedir explicações e diz que aguarda dados técnicos que confirmem versão. Na última terça (17), dona da Chevrolet convocou proprietários do modelo para substituir peça, mas diz que não se trata de recall. Chevrolet Onix Plus Premier
Guilherme Fontana/G1
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, se reuniu nesta quinta-feira (19) com representantes da General Motors (GM) para discutir uma falha na tubulação de combustível do novo Onix Plus.
É o segundo defeito no modelo recém-lançado pela fabricante. Em novembro, o sedã teve entregas suspensas por risco de incêndio por causa de uma falha no software de gerenciamento do motor.
Na última terça, a GM publicou em seu site um novo chamamento para os proprietários do Onix Plus para substituição da tubulação de alimentação de combustível, mas não detalhou o problema. E chamou a convocação dos proprietários de “campanha de serviço”, e não de recall.
Proprietários do Onix Plus receberam aviso de falha na tubulação de combustível do carro
Reprodução
Em comunicado enviado ao G1, a Senacon afirmou que representantes da GM disseram que o problema acontece “em partes afastadas das áreas quentes do veículo, o que afasta o risco de incêndio” neste caso.
Ainda de acordo com o comunicado, a fabricante admite que o defeito poderia causar rachaduras no conector apenas com o carro em movimento, mas “não gerando acúmulo de combustível suficiente para uma combustão”.
A Senacon diz que aguarda a GM apresentar formalmente razões técnicas que confirmem a versão apresentada pela empresa.
O G1 questionou o Ministério da Justiça se a falha envolve também o Onix Hatch, o que não foi informado na nota enviada.
É recall ou não?
A Senacon afirma que investiga se há a necessidade de a empresa convocar os consumidores para recall.
A Chevrolet convocou uma “campanha de serviço” para o procedimento. Com essa classificação, o defeito não afetaria a segurança do veículo, ao contrário dos recalls, que são feitos quando o defeito pode causar danos e ferimentos aos ocupantes.
De acordo com o Procon-SP, a GM pode ser multada em até R$ 10 milhões por não ter feito um recall do modelo, já que o defeito na tubulação de combustível do carro é “extremamente grave”.
“A partir da resposta, em até 10 dias, o Procon vai tomar as providências, que poderá ser uma multa de até R$ 10 milhões”, disse Fernando Capez, diretor-executivo do Procon-SP. O órgão disse que tomou conhecimento do caso pela imprensa.
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