Gal Gadot estrela ‘Alerta vermelho’ com Ryan Reynolds e Dwayne Johnson e falas sobre luta por igualdade salarial


Cada ator recebeu US$ 20 milhões para participar do filme mais caro da Netflix até o momento. Atriz também falou sobre trabalho com parceiros e cancelamento na internet. Gal Gadot, Ryan Reynolds e Dwayne Johnson estrelam “Alerta vermelho”, filme mais caro produzido pela Netflix até o momento e que estreia nesta sexta (12) na plataforma. Por ele, cada um ganhou US$ 20 milhões, mesmo que Gadot apareça menos em cena do que seus colegas.
Mas esse é um assunto pelo qual a atriz de 36 anos advoga e sobre o qual é irredutível. “Eu sou feminista. Acho que todos deveriam ser feministas. Quem não é feminista é chauvinista. Feminismo é sobre igualdade de gênero, igualdade de pagamento, oportunidades iguais, direitos iguais. E obviamente ainda há um longo caminho a percorrer, mas estamos indo na direção certa”, diz em entrevista ao g1. Assista acima.
“E eu acho que, se um homem ou uma mulher vão trabalhar e ambos trazem o mesmo valor para o que quer que seja, então eles precisam ser pagos igualmente, é minha lógica. E farei o que puder para mover isso para frente.”
Gal Gadot, The Rock e Ryan Reynolds estão no filme ‘Alerta Vermelho’
Divulgação/Netflix
“Alerta vermelho” é um filme de ação com muita comédia. Nele, um policial (The Rock) e um ladrão (Reynolds) se unem em uma corrida contra a maior ladra de joias do mundo: The Bishop (Gadot). A partir de então, eles travam uma caçada de gato e rato por vários países do mundo, Itália, Espanha, Argentina e Egito, atrás de uma joia que envolve Cleópatra e o espólio de Hitler.
Mas nada é o que parece e a história é cheia de reviravoltas. Foi isso, aliado ao time de peso, que encheu os olhos de Gadot. “Eu gosto do fato de que há tantos plot twists e surpresas. Gostei de poder trabalhar com Ryan, DJ e Rawson [Marshall Thurber], que é um ótimo diretor e roteirista. Foi uma boa escolha, foi um ótimo projeto para se trabalhar”, conta.
O filme é realmente um projeto cobiçado. Ele se tornou valioso para os estúdios depois do sucesso de “Jumanji”. Então houve uma disputa pela história. Quem venceu o leilão foi a Universal em parceria com a Legendary, em 2018. Com a pandemia e o fechamento dos cinemas, ele passou para as mãos da Netflix e concentra suas fichas no carisma e no tamanho da fama de seus três astros.
Mulher-Maravilha 1984
Divulgação
Gadot também ficou animada com a ideia de fazer uma personagem “danadinha” depois de ter interpretado a boazinha Diana.
“Eu a amava, foi tão delicioso porque posso fazer algo que não fazia antes. E ela era mais atrevida, escura e sarcástica. Não era essa heroína pura que é a Mulher Maravilha, e para mim, foi muito divertido trazer um lado diferente.”
Ela foi cancelada
Gal Gadot no filme ‘Alerta vermelho’
Divulgação/Netflix
Gadot foi “cancelada” em maio por causa de um tuíte. Nele, a atriz comentava sobre o conflito entre Israel e Palestina.
“Meu coração está quebrado. Meu país está em guerra. Eu me preocupo com minha família, com meus amigos. Eu me preocupo pelo meu povo. Este é um ciclo vicioso que se arrasta por muito tempo. Israel deseja viver em uma nação livre e segura. Nossos vizinhos desejam o mesmo. Eu rezo por dias melhores”, dizia a publicação.
Ela foi acusada de apoiar as ações de Israel contra a Palestina. Sobre o assunto, ela diz que sente em uma sinuca de bico.
“Estou em uma posição muito complicada sendo uma israelense que ama meu país. Mas só posso dizer que não sou política. Eu sou uma artista, tento iluminar o dia das pessoas com o trabalho que faço. E no que diz respeito ao meu país, posso dizer a você, como israelense, que no final do dia todos querem ter uma vida boa e segura e um futuro seguro para seus filhos, eu me importo com humanos. E espero que haja paz no Oriente Médio”, diz.
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