Frequência do Museu do Louvre despenca em julho e agosto


Presidente do museu afirmou que o Louvre trabalha em um ‘plano de transformação’ com o Estado que será acompanhado de um pedido de ‘ajuda financeira’. Museu do Louvre foi fechado para visitação em março
Thibault Camus/AP
Com a falta de turistas em Paris devido à pandemia da COVID-19, a frequência do Louvre despencou neste verão europeu (inverno no Brasil), com uma queda de 75% em julho, e 60%, em agosto, na comparação com o mesmo período de 2019, informou o museu nesta quinta-feira (27).
O maior museu do mundo terá recebido em torno de 550 mil visitantes entre julho e agosto, sendo 80% franceses. Em um ano normal, o público doméstico costuma ser entre 20% e 25% do total.
Estes números convergem com as previsões feitas pela direção da instituição na reabertura do museu, em 6 de julho passado, afirmou o Departamento de Comunicação.
A ausência de americanos e asiáticos – especialmente chineses -, que formam o grosso dos visitantes do Louvre, foi minimamente compensada pelos europeus mais próximos, como alemães, holandeses e belgas.
Diante esse quadro, o presidente do museu, Jean-Luc Martínez, antecipou, no final de junho, que o Louvre trabalha em um “plano de transformação” com o Estado, seu principal mecenas, que será acompanhado de um pedido de “ajuda financeira”.
Este plano está sendo preparado de olho nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024.
“Temos que estar prontos (…) Abrir mais horas, mais salas… Essa é a aposta”, resumiu Martínez.
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