‘Free Guy’ marca tendência de heróis otimistas em um mundo ‘cínico e duro’, diz Ryan Reynolds


Em entrevista ao G1, ator fala também sobre poder assistir a seus filmes com as filhas: ‘Amo que elas se amarraram no bordão do meu personagem’. Comédia de ação estreia nesta quinta (19). Ryan Reynolds fala sobre herói otimista de ‘Free Guy’
“Free Guy – Assumindo o controle” representa uma mudança em diferentes níveis para sua grande estrela, o ator canadense Ryan Reynolds. Leia a resenha completa.
De forma mais ampla, o protagonista do filme que estreia nesta quinta-feira (19) nos cinemas brasileiros marca uma tendência em Hollywood, que tem trocado heróis sombrios e sisudos por tipos mais otimistas e animados – como é o caso do sucesso por trás da série “Ted Lasso”, por exemplo.
Mas o personagem também encontra reflexo no currículo de Reynolds. Conhecido por sua interpretação como o anti-herói Deadpool, ele deixa para trás o sangue e o cinismo do mercenário falastrão para interpretar um sujeito simples, inocente até, e inabalavelmente otimista.
Ryan Reynolds e Lil Rel Howery em cena de ‘Free Guy – Assumindo o controle’
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“Não cheguei a pensar em fazer exatamente um anti-Deadpool, mas eu definitivamente gostava da ideia do protagonista e herói ser um cara que meio que tem uma visão de mundo otimista”, conta em entrevista ao G1 o ator canadense de 44 anos. Assista ao vídeo acima.
“Acho que isso é mais ou menos uma tendência agora, também. Sinto que os protagonistas estão um pouco menos cinzentos e cínicos do que costumavam ser.”
“Acho que dá pra se divertir muito com isso, porque eles ainda podem fazer coisas inapropriadas, ainda podem gravar cenas com ação e tamanho enormes e aventura, mas você tem um personagem que é muito fácil de torcer em 2021, porque o mundo está tão cínico e duro agora.”
Ryan Reynolds e Jodie Comer em cena de ‘Free Guy’
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Amarradas no bordão
Com a premissa mais “família”, de um personagem menor de um game de tiro que toma consciência da própria existência e decide virar herói, Reynolds pode também assistir ao filme com as três jovens filhas. A mais velha, James, tem 6 anos.
“Quando eu saio de casa todo dia agora, elas sempre falam: ‘Não tenha um bom dia. Tenha um ótimo dia’. E eu amo isso. Amo que elas meio que se amarraram no bordão do meu personagem. Eu esqueço às vezes quão legal é quando minhas filhas podem ver os filmes.”
Mas o filme nem sempre foi assim. Desde que o ator leu a história pela primeira vez e decidiu convidar o amigo Shawn Levy (da trilogia “Uma noite no museu”) para dirigir, o roteiro passou por diversas mudanças.
Taika Waititi, Utkarsh Ambudkar e Joe Keery em cena de ‘Free Guy – Assumindo o controle’
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“É diferente principalmente na quantidade de comédia romântica, no relacionamento entre o personagem de Joe Keery, Keys, e Millie, interpretada por Jodie Comer”, diz Levy.
Em “Free Guy”, ele começa uma parceria com Reynolds que já tem outros dois filmes em produção – e que pode ter mais um, caso a continuação anunciada pelo ator se confirme.
A comédia de ação estreou em primeiro lugar nas bilheterias americanas na última sexta-feira (13), e arrecadou US$ 26 milhões. Um valor que parece baixo, mas nada mau para uma época na qual os cinemas americanos tentam se restabelecer após meses fechados por causa da quarentena, com um público ainda reticente com os casos subindo novamente nos Estados Unidos por causa da variante delta.
“E eu diria que o filme é, de muitas formas, mais humanista e mais emocional, porque essas eram as coisas que Ryan e eu queríamos adicionar. Queríamos um filme que tinha uma premissa de videogame mas que não fosse só ação. Que fosse também muito caloroso e otimista e, talvez, até mesmo emocional.”
Ryan Reynolds (centro), com Joe Keery (esq.) e Shawn Levy em painel de ‘Free guy’ na CCXP 2019, em São Paulo
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