Fluxo estrangeiro para mercados emergentes cai a US$ 25,1 bilhões em março, diz IIF

No mês anterior, fluxo havia somado US$ 31,2 bilhões. O fluxo de investimentos estrangeiros para ações e títulos de mercados emergentes desacelerou em março, com as moedas mais fracas pesando apesar da postura “dovish” do Federal Reserve e do alívio nas tensões comerciais, mostrou o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês).
Os ativos de mercados emergentes atraíram US$ 25,1 bilhões de fluxos não residente em março, após entrada de US$ 31,2 bilhões em fevereiro e de US$ 52,6 bilhões em janeiro, disse o IIF, que acompanha os fluxos de investidores em mercados de capitais.
O fluxo para títulos permaneceu praticamente estável em US$ 17,6 bilhões em março, após US$ 18,2 bilhões em fevereiro, apontou o IIF. O fluxo para os mercados de ações somou US$ 8,1 bilhões, de US$ 13,8 bilhões em fevereiro.
“A mais significativa mudança ‘dovish’ do Fed desde 2016 e negociações comerciais mais construtivas entre China e EUA foram catalisadores positivos”, disse o economista do IIF Jonathan Fortun em nota.
“Entretanto, muitas moedas de mercados emergentes caíram com força neste ano, sem conseguir se beneficiar do cenário mais construtivo”, completou.
Os mercados emergentes tiveram um 2018 difícil, com crises na Turquia e Argentina afetando os mercados globais e levando as ações de países em desenvolvimento a uma queda de quase 17% ao longo do ano.