‘Fifa 22’ se aproveita da evolução gráfica e técnica na nova geração de consoles; g1 jogou


Novidades, no entanto, continuam longe de revolucionar a franquia de games de futebol da EA, e podem fazer público questionar se investimento anual é realmente necessário. É chegada aquela época do ano em que fãs de games de futebol guardam um dinheirinho para comprar a nova edição de sua série favorita do gênero.
“Fifa 22” é lançado para PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series X/S, Switch, Stadia e computadores nesta sexta-feira (1º) com a sempre confiável evolução gráfica e técnica, que dessa vez avança um pouco mais graças à nova geração de consoles.
Com ele, chega também aquela velha dúvida se realmente é necessário um novo jogo anual para atualizar levemente o que já foi visto nas últimas edições.
Uma dúvida acentuada pela decisão da Konami, principal rival da Electronic Arts no campo do futebol digital, de transformar sua franquia “Pro Evolution Soccer” no gratuito “eFootball”, com atualizações livres a cada temporada.
Com o fracasso do lançamento da concorrência nesta quinta-feira (30), com memes e críticas aos gráficos da novidade, a resposta à questão por enquanto é positiva – mas dá quase pra dizer que acontece quase que mais por sorte que por juízo.
Assista ao trailer de ‘Fifa 22’
Mais realismo, mais uma vez
A grande evolução apresenta em “Fifa 22” é o sistema HyperMotion, uma daquelas novidades prometidas todo ano que até resulta em gráficos e físicas mais avançados quando analisado em replays ou colisões, mas que na distância da clássica câmera lateral afeta mais o ritmo do jogo,
Isso porque a tecnologia com mais de 4 mil novas animações, resultado de captura de movimento realizada em partidas verdadeiras, aumenta o realismo.
Os últimos dois parágrafos podem praticamente ser copiados e colados a cada nova edição, com pequenas mudanças como nome e explicação da técnica.
Então, por mais que a evolução seja bem-vinda, dificilmente justifica o investimento em novo game grande, que atualmente dificilmente pode ser adquirido por menos de R$ 300.
O modo Ultimate Team está presente mais uma vez no ‘Fifa 22’
Divulgação
Alguém nos ajude, Lázaro, a entender
A verdade é que cada edição de “Fifa” se mostra mais obsoleta – principalmente se comparado ao que fez a Konami.
Há tempos que o principal ganha-pão da EA com a franquia é no Ultimate Team. O modo, no qual jogadores constroem seus próprios times a partir de cartas que representam atletas reais para enfrentar outras pessoas online, pode ser irritante para os fãs casuais, mas é sem dúvida o principal atrativo do game há anos.
É possível evoluir sem investir um tostão, além do preço do jogo, mas é óbvio que os mais apaixonados gastam boas somas para não passar nervoso a cada partida.
Com poucas novidades no modo Ultimate Team em relação ao “Fifa 21”, fica cada vez mais gritante a falta de motivos para que a desenvolvedora continue obrigando seu público a comprar um jogo novo todo ano.
Principalmente se uma abertura desse sistema resultaria em mais jogadores e, consequentemente, mais pacotes de cartas vendidos.
Campanha e Volta
Assim como o resto do jogo, o modo campanha e o Volta não conseguem se comprometer o suficiente em avançar para merecerem muita atenção.
A carreira agora oferece mais opções de interação que influenciam no relacionamento com o técnico, mas está longe de roubar focos de partidas com amigos ou adversários online no Ultimate.
Já o Volta continua com o clima de brincadeira da saudosa série “Fifa Street”, mas ainda sem personalidade o suficiente para distrair por mais do que alguns minutos.
A bola pune
Com tudo isso, se reforça a impressão de que a era de edições anuais está ultrapassada. “Fifa 22” se sustenta em uma nova geração de consoles e no fracasso da concorrência, mas as coisas não ficarão assim para sempre.
“Fifa” e o antigo “Pro Evolution Soccer” – antes “Winning Eleven”, agora “eFootball” – passaram décadas trocando o título de melhor franquia, pelo menos para os brasileiros.
Por mais que a EA tenha se consolidado nos últimos anos como a principal, e a Konami não mostre sinais confiáveis de reação, a história mostra que esse conforto pode ser traiçoeiro.
Os japoneses quebraram a cara nesta partida, mas campeonato de pontos corridos tem dessas coisas.
Geralmente a regularidade é importante, mas em uma competição com apenas dois jogadores às vezes basta uma ousadia maior, combinada com um pouco de sorte, para o jogo virar. E a bola, qualquer fã do esporte bretão bem sabe, ela pune.