Fiat Chrysler e Peugeot Citroën revisam acordo para formar grupo Stellantis


Objetivo das alterações é economizar dinheiro e enfrentar a pandemia de coronavírus, disseram as montadoras. Fusão vai formar a 4º maior fabricante do mundo. Peugeot e Fiat Chrysler anunciam fusão
G1 Carros
A Fiat Chrysler (FCA) e a Peugeot Citroeën (PSA), que no ano passado concordaram em uma fusão para criar a Stellantis, a quarta maior montadora de automóveis do mundo, disseram na noite de segunda-feira (15) que alteraram o acordo para economizar dinheiro e enfrentar melhor o desafio da pandemia de Covid-19 no setor automotivo.
De acordo com os termos revisados, a FCA cortará de 5,5 bilhões de euros para 2,9 bilhões de euros a parcela em dinheiro de um dividendo especial que seus acionistas deverão receber na conclusão da fusão.
No entanto, a PSA, por sua vez, vai adiar o planejado de sua participação de 46% na fabricante de peças de automóveis Faurecia até depois que o negócio seja finalizado. Isso significa que todos os acionistas da Stellantis – e não apenas os atuais investidores da PSA – receberão ações de uma empresa com valor de mercado de 5,8 bilhões de euros.
As ações da Fiat Chrysler (FCA) disparavam em Milão nesta terça-feira, depois que a montadora e sua parceira francesa PSA revisaram os termos de seu acordo de fusão, com os acionistas da FCA recebendo um pagamento em dinheiro menor, mas uma participação em outro negócio.
Stellantis, nome da empresa fruto da fusão da PSA com a FCA
Divulgação
Mudança agita mercado de ações
As ações listadas em Milão na Fiat Chrysler subiam mais de 11% nesta manhã, enquanto as da PSA avançavam cerca de 4%.
Com base na estrutura de propriedade 50-50 da Stellantis, os acionistas da FCA e PSA receberão terão cada um uma participação de 23% na Faurecia.
Analistas aprovaram os 2,6 bilhões de euros em liquidez adicional para o balanço da Stellantis, bem como o aumento nas sinergias projetadas para mais de 5 bilhões de euros, ante 3,7 bilhões anteriormente.
“Em geral, as duas empresas saem como vencedores”, disse a corretora ODDO BHF em nota.
“Das duas, a FCA está um pouco melhor no curto prazo, dada a estrutura do negócio e os inúmeros pagamentos aos acionistas nos próximos trimestres (potencialmente perto de 5 bilhões de euros contra a capitalização atual de cerca de 16 bilhões de euros).”