Feira de Santana e Itabuna têm retorno das aulas 100% presenciais nesta terça-feira


Retomada acontece um dia após a volta das atividades no estado. Aulas presenciais ficaram suspensas por mais de um ano e meio, por causa da pandemia da Covid-19. Feira de Santana tem retorno das aulas 100% presenciais nesta terça-feira
Reprodução/TV Bahia
As cidades de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, e Itabuna, no sul da Bahia, tiveram retorno das aulas 100% presenciais nesta terça-feira (19), um dia após a retomada das atividades no estado.
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A volta das aulas nas escolas acontece após um ano e sete meses da suspensão, que ocorreu em março de 2020, por causa da pandemia da Covid-19. Assim como na capital e em outras cidades, a volta das atividades foi tranquila e sem aglomerações.
Na segunda-feira (18), o governo do estado anunciou que fará a testagem de até 180 mil funcionários e estudantes, com idade superior a 13 anos, desde que eles estejam assintomáticos e frequentando a escola normalmente. Essa testagem será feita em parceria com os municípios, em toda a rede pública.
As coletas já começaram e o objetivo é identificar, monitorar e isolar casos da Covid-19 na comunidade escolar. O projeto terá duração de três meses. A estimativa é que a amostragem aleatória cubra até 20% da comunidade escolar.
O material coletado será analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA). Quem estiver com sintomas da Covid-19 será submetido ao teste rápido de antígeno. Se houverem resultados positivos, protocolos sanitários como medidas de isolamento e monitoramento dos estudantes ou funcionários, rastreamento e quarentena dos contactantes diretos serão feitos.
Sindicado contra aulas presenciais
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) é contrário ao retorno total em todas as escolas, e protocolou uma ação no Ministério Público da Bahia (MP-BA). A categoria alega que algumas unidades do estado não têm estrutura suficiente para cumprimento de medidas sanitárias e não estão prontas pra receber alunos.
O APLB também fala sobre o risco para os estudantes, funcionários e os professores, já que ainda há circulação da Covid-19 e que nem todos completaram o esquema vacinal para prevenir a doença.
O Ministério Público do Trabalho diz que acompanha de perto retorno, e que montará uma comissão para fiscalizar escolas, sem aviso prévio de qual unidade será vistoriada.
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