Famosas se manifestam após veto de Bolsonaro a distribuição gratuita de absorvente menstrual

Rafa Brites, Claudia Raia, Nathalia Dill e outras famosas usaram suas redes sociais para criticar decisão. Rafa Brites chora ao falar sobre veto de Bolsonaro a distribuição gratuita de absorvente
Rafa Brites, Claudia Raia, Nathalia Dill e outras famosas usaram suas redes sociais para se manifestar após o presidente Jair Bolsonaro vetar a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.
A decisão, que foi publicada na edição desta quinta-feira (7) do “Diário Oficial da União”, argumenta que o texto do projeto não estabeleceu fonte de custeio.
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Rafa fez um vídeo em seu Instagram no qual aparece chorando após saber da decisão.
“Viver no Brasil não é fácil, mas tem dias que realmente a gente acorda sem esperança. Depois de tanto que a gente lutou pelo projeto de lei que visava distribuir absorventes pra mulheres pobres, que passou na Câmara, que passou no Senado, esse crápula desse presidente hoje vetou e a gente não pode deixar isso passar. Isso representa muito pras mulheres. Isso é saúde pública”, desabafou Rafa a apresentadora e escritora.
Rafa ainda recebeu apoio de diversos famosos em sua postagem, incluindo da atriz Maitê Proença, que comentou: “Vamos pressionar”.
Nathalia Dill, atriz
“Uma das partes que mais me chocou no discurso do monstro, foi: ‘se atende a um grupo de beneficiárias, não atende ao princípio de universalidade do sistema único de saúde’ aff. Esse cara não consegue diferenciar igualdade de equidade. Se os grupos têm diferentes demandas, é preciso olhar pra elas! Menstruar não é uma opção. A pobreza menstrual impede que meninas e mulheres tenham uma vida de igualmente justa na sociedade. Muitas deixam de ir à escola, precisam usar jornal velho. Enfim. Mais uma atrocidade desse desgoverno.”
Claudia Raia, atriz
“Menstruação é uma questão de saúde pública, ter acesso a produtos menstruais é um direito e uma necessidade de higiene básica. O que infelizmente acontece nesse país, é que boa parte das pessoas que menstruam não possuem recursos financeiros para comprar absorventes e/ou ter acesso a saneamento básico. Você consegue imaginar o risco a saúde ginecológica? Estamos falando de riscos infecções, esterilidade e outras doenças. Ou seja, são direitos humanos em jogo, o governo vetar a distribuição gratuita de absorventes a quem mais precisa é, negar o direito de dignidade e saúde pública.”
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Preta Gil, cantora
“Em que século estamos, mesmo? Por que ainda precisamos nos desgastar por pautas óbvias? Hoje, mais uma vez, nós mulheres fomos desrespeitadas. A pobreza menstrual é presente há anos em nosso país. Muitas mulheres não conseguem comprar itens necessários para sua higiene pessoal no seu período menstrual e até mesmo o saneamento básico em suas casas. Não podemos fechar os olhos perante isso. Você sabia que adolescentes já deixaram de ir para a escola por falta de absorvente? Até quando nossas meninas serão privadas de estudar? A batalha continua. Isso se trata sobre saúde pública, SIM e essa luta é NOSSA!”
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Ludmilla, cantora
“É todo dia um 7×1 nesse governo. Tantas outras coisas pra eles se preocuparem, mas não, só querem f mais ainda a galera que já é sofrida e vulnerável. Imagina uma mulher não poder ir pra escola porque tá menstruada e não tem absorvente? Mas o leite condensado tá lá na mesa dele, né?”
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