Espaço Audio Rebel comemora 15 anos com shows na internet

Casa foi ponto de encontro de gerações de músicos. Por conta do tamanho, o espaço não conseguiu reabrir durante a pandemia do novo coronavírus. Espaço de cultura Audio Rebel completa 15 anos
Ponto de encontro de gerações de músicos, o espaço Audio Rebel, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, completou 15 anos. Apesar de ser pequena e não conseguir reabrir durante a pandemia do novo coronavírus, a casa comemorou o aniversário com uma série de shows na internet.
Ao RJ2, o sócio-fundador do espaço, Pedro Azevedo, contou que o objetivo da casa é ser uma espécie de laboratório.
“A gente quando sonhou com esse projeto, o nosso maior objetivo era ter o máximo de liberdade possível. Quando a gente convida um artista pra fazer uma perfomance, a gente não pede pra ele fazer o que ele já fez ou que é sucesso. A gente pede pra ele fazer o que ele ainda não fez e gostaria de fazer”, contou Pedro Azevedo.
Uma mistura de estúdio, casa de shows e loja de música, a Audio Rebel é um espaço de cultura voltado para a música independente, principalmente a do Rio de Janeiro. Em uma sala com capacidade para apenas 50 pessoas, mais de 3 mil apresentações já foram realizadas.
“Por aqui passam lendas da música brasileira como Macalé, como Arrigo Barnabé, como Jorge Mautner. A própria Elza Soares gravou um videoclipe nesse palco. Passam também anônimos que no futuro vão se tornar famosos, como o Emicida, que veio de São paulo pra tocar aqui e ainda não tinha feito sucesso”, disse o músico Kayo Iglesias.
Por conta do tamanho da casa, a Audio Rebel não conseguiu abrir para apresentações, mesmo dentro das novas regras impostas durante a pandemia. Entretanto, ensaios, gravações e oficina de instrumentos estão disponíveis através de agendamento.
“A Audio Rebel formou a cabeça de muitos músicos jovens e de muita gente que veio assistir, que veio se divertir aprendendo. Fez um trabalho não só em relação a música independente, mas em relação a música e aos músicos, cantores, intérpretes e compositores. A arte brasileira e arte carioca estão vivas e muito vivas”, afirmou o músico Jards Macalé.
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