Enem 2021: acha que foi mal na primeira prova? Veja dicas para o segundo dia


Percepção não necessariamente está certa e preparar-se emocionalmente é tão importante quanto do ponto de vista acadêmico, diz psicóloga. Enem 2021: Estudante carrega caderno de prova do primeiro dia do exame em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
“Intrigante”, “desgastante”, “tensa” e “complicada”, foram alguns dos termos usados por estudantes para definir a primeira prova do Enem 2021, ocorrida no último domingo (21). O tema da redação foi considerado difícil até por professores.
Se você compartilha dessas avaliações acha que não foi tão bem no primeiro dia, o importante é não se deixar abalar para o segundo.
Primeiro porque pode ser só uma percepção, explica a professora e orientadora do Colégio e Curso Ph, Camilla Oliveira.
E, como o Enem é uma prova que envolve uma carga emocional muito grande – para muitos, é um ponto de virada importante na vida acadêmica – preparar-se emocionalmente é tão importante quanto academicamente. Até para evitar o temido “deu branco”.
“Entenda que você está indo para uma prova e vai fazer o melhor que for possível dentro das suas possibilidades”, sugere.
Veja abaixo dicas para se preparar psicologicamente para o segundo dia de provas.
LEIA TAMBÉM:
GABARITOS EXTRAOFICIAIS DO ENEM: confira a correção das questões do Anglo e SAS
RIBEIRO SOBRE INTERFERÊNCIA NA PROVA: ‘Talvez se tivesse, algumas perguntas talvez não estariam ali’
Por baixo do portão: veja histórias de quem quase perdeu o Enem

Enem 2021: psicóloga dá dicas de como não ficar abatido para o segundo dia de provas
Devo estudar mais?
Não necessariamente. Oliveira sugere que o ritmo de de estudos não seja aumentado, mas mantido em relação ao que você manteve antes da primeira prova. Correr agora não vai adiantar muito.
E é importante também que o aluno tire momentos de descanso. Qualquer atividade que seja prazerosa é válida, desde exercícios físicos e ioga a leitura e atividades artísticas.
“Esse recurso vai fazer com que qualidade do seu estudo e a qualidade da forma como você vai estar na prova no domingo seja melhor.”
Foque no que está por vir
Se o primeiro dia foi ruim, é importante que o candidato se ê um tempo para vivenciar a frustração, mas é preciso encontrar recursos para sair deste sentimento, diz Oliveira.
A especialista em habilidades e competências socioemocionais do Grupo Raiz Educação, Antônia Burke, vai na mesma linha: o foco no que ainda está por vir precisa ser restabelecido.
“O aluno precisa entender, sem ser pressionado ou culpado, que a primeira parte já passou, não há nada que possa ser feito. O momento é o de focar no que vem pela frente.”
Evite comparações
Fazer comparações de gabaritos ou percepções da prova não é uma boa alternativa para quem quer controlar a ansiedade para o segundo dia de provas, pois não considera uma série de variáveis.
“A primeira delas é que nossa memória é falha e muitas vezes temos uma percepção do que fizemos na prova, e no final não foi bem assim. E isso é muito recorrente”, conta.
Segundo ponto: o Enem usa a teoria da resposta ao item (TRI), um sistema de avaliação que não dá a mesma pontuação para cada pergunta da prova e analisa o conjunto de respostas dadas pelo candidato. Por isso, embora seja possível saber quais perguntas você provavelmente acertou ou ou errou, não é possível adiantar qual foi a nota obtida.
Terceiro ponto: você não vai necessariamente tentar o mesmo curso superior que o seu colega.
“Pode acontecer de seu amigo acertar muito mais que você, mas talvez você tire a nota que precisa para entrar no curso que quer, e seu amigo precise de uma nota maior do que a que tirou para a universidade que ele quer”, exemplifica.
Burke acrescenta: “[Um resultado positivo] depende muito do objetivo do aluno, como as áreas que têm mais peso para o curso que escolheu, as questões acertadas e a concorrência de modo geral. Só é possível entender o resultado final a partir da análise de todos esses pontos.”
Programe-se
Faça tudo para não ter que passar por uma fresta do portão nos últimos segundos antes do fechamento. Isso não é bom para a segurança que você vai ter diante da prova.
“É preciso mapear o horário e chegar com antecedência para reconhecer e se familiarizar com o lugar, ver a sala onde vai fazer a prova, escolher o lugar onde vai sentar”, coisas que, segundo Oliveira, ajudam a manter a sensação de controle.
Anote: os portões são abertos às 12h (horário de Brasília) e fechados às 13h. A prova começa às 13h30 e você terá até as 18h30 para resolvê-la.
Para a psicóloga Oliveira, respeitar estes horários é uma parte importante para controlar angústias relacionadas ao exame.
.