Em maratona de criação de jogos, alunos comem pizza e dormem em sala de aula na USP São Carlos


Eles têm 48 horas para criar game explorando novas ferramentas da tecnologia com o tema ‘consertar’. Brasil tem 54 locais no Global Game Jam, sendo 13 no estado de São Paulo. 23 estudantes se reúnem na USP de São Carlos para maratona mundial de games
O grupo de 23 estudantes que está participando do Global Game Jam, uma das maiores maratonas de criação de games do mundo, está se alimentando de pizza e dormindo na própria sala de aula na Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos.
O evento vai até domingo (2) e tem cerca de 50 mil participantes de várias partes do mundo. O objetivo é criar um jogo em 48 horas, além de divertir e explorar novas ferramentas da tecnologia.
Neste ano, do mais de 900 locais no mundo, serão 54 no Brasil, sendo 13 no estado de São Paulo. Além de São Carlos, na região, São João da Boa Vista também terá uma sede na Unifeob.
Professores também participam de maratona de games em São Carlos
Reprodução/EPTV
Os estudantes tem que desenvolver um jogo sobre o tema ‘consertar’. Para terminar dentro do prazo o sono tem que ser mais curto. “A maratona é muito legal porque todos podem participar. Tanto pessoas que nunca programaram como pessoas já experientes. Às vezes acabam vindo empresas também para cá”, disse o professor Kleber de Oliveira Andrade.
Muitos já adiantaram bastante o jogo na noite de sexta. “Por enquanto a gente tem o protótipo do jogo, então agente tem movimentação, tem item sendo gerado, o mapa é gerado aleatoriamente com tratamentos para passar pelas fases e logo teremos um beta para jogar com todo mundo”, disse o estudante João Coleoni.
Estudantes também dorme em sala de aula na USP de São Carlos durante maratona de games
Reprodução/EPTV
Rotina nas 48 horas
Para desenvolver os jogos eles não contam só com computador. Também usam caneta e papel pra rascunhar e a lousa. A alimentação tem sido pizza e a sala de aula vira um dormitório.
“Não é tão confortável, mas é o que a gente precisa para terminar o jogo. A gente come, dorme aqui. Quando a gente vê tá tudo pronto”, disse o estudante Gabriel Toschi.
“É muito legal trazer os alunos e participar com eles, tanto para incentivar como auxiliar. A gente sempre acaba fazendo alguma coisa e mesmo sendo professor a gente não sabe tudo, então acaba aprendendo com eles também”, afirmou o professor.
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