Em discurso do 4 de Julho, Donald Trump diz que bandeira dos EUA vai tremular em Marte ‘em breve’


Presidente norte-americano também disse que o país voltará à Lua, 50 anos após a primeira viagem de um homem ao satélite natural. Donald Trump discursa em frente ao Memorial Lincoln, em Washington, na comemoração da independência dos EUA
Joshua Roberts/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (4) que o país vai à Lua e a Marte “em breve”. A declaração foi dada em discurso em Washington nas celebrações do 4 de Julho – Dia da Independência norte-americana.
“Algum dia, em breve, nós vamos fincar a bandeira norte-americana em Marte”, disse Trump.
Donald Trump discursa em Washington durante comemorações do 4 de Julho, Dia da Independência dos EUA
Joshua Roberts/Reuters
Trump mencionou os 50 anos da primeira vez que um homem pisou na Lua, em julho de 1969. “Nós vamos logo retornar à Lua”, afirmou. A última viagem de um ser humano ao satélite natural ocorreu há 47 anos (saiba mais no fim da reportagem).
“Para norte-americanos, nada é impossível”, declarou Trump.
Apoiadores assistem à celebração do Dia da Independência dos EUA enquanto helicópteros militares sobrevoam Washington
Joshua Roberts/Reuters
Com um tom militarista, o discurso “Saudação à América” de Donald Trump parabenizou as Forças Armadas e pediu que mais jovens se alistassem ao serviço militar.
“Nossa nação está mais forte hoje do que nunca”, disse Trump.
Os Estados Unidos vivem atualmente tensão com o Irã, principalmente após a destruição de um drone norte-americano por forças iranianas no Oriente Médio.
Enquanto apoiadores do presidente norte-americano assistiram ao ato com bonés com o slogan “Tornar a América Grande Novamente”, oposicionistas criticaram Trump por considerar eleitoreiro o tom do discurso.
Viagem à Lua e a Marte
Neil Armstrong na Lua em 1969
Nasa/Divulgação
Em dezembro de 2017, o governo dos EUA anunciou a retomada de um projeto para enviar norte-americanos à Lua e, depois, para Marte – onde nenhum humano jamais esteve.
O então porta-voz da Casa Branca, Hogan Gidley, disse na ocasião que Trump ordenaria à agência espacial norte-americana, a Nasa, que liderasse “um inovador programa de exploração espacial para enviar astronautas americanos para a Lua e, finalmente, Marte”.
A última das viagens de humanos à Lua ocorreu em dezembro de 1972, com a missão Apollo 17. Por serem considerados caros e pelo arrefecimento das tensões da Guerra Fria, as missões lunares foram interrompidas.
Tanto os EUA quanto a União Soviética passaram a concentrar suas missões espaciais tripuladas na órbita terrestre, com estações como o Skylab (americano) e a MIR (soviética).