Em carta, servidores do Ibama estimam que desmatamento na Amazônia pode crescer 28%

Previsão considera o intervalo entre agosto e julho, comparado com o mesmo período do ano anterior. Texto foi enviado ao vice-presidente Hamilton Mourão e outras autoridades. Em uma carta aberta, servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disseram que o desmatamento neste ano na Amazônia pode ser 28% maior que no ano anterior.
A estimativa considera o intervalo entre agosto e julho na comparação com o mesmo período um ano antes.
A carta, assinada por mais de 600 servidores do órgão, é dirigida ao vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho da Amazônia. Também foi endereçada a outras autoridades, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
Os servidores explicam que, até o dia 9 de julho, o desmatamento comparado com o ano anterior era 13% maior. Como ainda faltavam 21 dias, a tendência é que o número aumente. A área total desmatada na pode chegar a 13 mil km².
“No período de agosto/2019 à 09 de julho/2020, o aumento já foi de 13,7% em relação ao ano anterior, faltando ainda 21 dias para finalização do período de medição. Se no mês de julho deste ano constatar-se a metade do desmatamento que tivemos em julho de 2019, fecharemos o DETER dos 12 meses do período PRODES com 8. 672 km². Se a proporção entre o que é detectado com o DETER se mantiver na média de 66% do PRODES, podemos estimar um PRODES 2020 chegando na casa dos 13 mil km² de desmatamento na Amazônia, um aumento estimado de 28% em relação a 2019 e 72% em relação a 2018”, afirmaram os servidores na carta.