Eliminada do Big Brother sem paredão: ativista britânica de extrema direita é deportada da Austrália por violar quarentena


Negacionista, Katie Hopkins gabou-se por atender funcionários do hotel nua e sem máscara. Imagem de 2017 mostra Katie Hopkins de vestido de noiva no congresso do Partido Conservador do Reino Unido
Phil Noble/Reuters
Famosa por destilar o ódio, bradar contra imigrantes e difundir teorias da conspiração, a comentarista britânica Katie Hopkins achou por bem gabar-se de ter violado as regras da quarentena na Austrália, onde foi recebida para participar do Big Brother VIP, do Canal 7. Postou um vídeo contando que atendeu a porta do quarto do hotel em Sydney nua e sem máscara, num ato interpretado como desprezo aos 12 milhões de australianos que estão confinados pelo aumento do número de casos de Covid-19 no país.
Pressionado pela ira popular, o governo não perdoou. Obrigou Hopkins a pagar multa de US$ 1.000 e a deportou do país. Ao cancelar o visto concedido a ela, a ministra de Assuntos Internos, Karen Andrews, mostrou-se peremptória: Katie Hopkins deu um tapa na cara de todos os australianos que respeitam o bloqueio e aos 30 mil que estão no exterior, impedidos de entrar no país.
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A quarentena imposta a quem chega ao país é de duas semanas. Isolada no hotel, Hopkins, de 45 anos, deveria aguardar 30 segundos para abrir a porta do quarto e recolher a refeição deixada do lado de fora.
Além de desobedecer às regras, colocando os funcionários em risco, ela foi para as redes sociais e postou um vídeo, denunciando o bloqueio para conter a pandemia como hipócrita e a “maior farsa da história da Humanidade”.
O que ela chamou de brincadeira teve como resultado a indignação popular endereçada, sobretudo ao governo australiano, que, apesar das fronteiras fechadas desde 2020, vem concedendo isenções de vistos a celebridades e esportistas.
A oposição esbravejou: por que eximir Katie Hopkins, que foi banida do Twitter por repetidas mensagens difusoras de ódio racial? Sua atividade como comentarista política de extrema direita se alimenta de controvérsias, mas vem perdendo espaço.
Queridinha do ex-presidente Donald Trump e defensora do Brexit, ela pediu a solução final para muçulmanos britânicos e comparou imigrantes a baratas. Há três anos, foi detida na África do Sul por espalhar o ódio racial. Negacionista de primeira linha, ela não encontrou acolhida na Austrália e foi eliminada sumariamente do reality show.
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