Elifas Andreato assina a capa do álbum que apresenta 12 letras inéditas de Aldir Blanc


Ilustração do artista visual é expressiva e remete à estética minimalista dos discos lançados pela gravadora Elenco nos anos 1960. Capa do álbum ‘Aldir Blanc inédito’
Arte de Elifas Andreato
♪ Embora a arte gráfica da discografia de Aldir Blanc (1946 – 2020) esteja primordialmente associada ao ilustrador Mello Menezes, coube a Elifas Andreato – outro ilustre artista visual – criar a elegante capa minimalista do álbum que apresenta 12 músicas com letras inéditas do compositor carioca.
Com capa que remete à estética visual dos discos da gravadora Elenco, inclusive pela combinação das cores preto e e vermelho sobre fundo branco, o álbum Aldir Blanc inédito tem lançamento programado para 24 de setembro pela gravadora Biscoito Fino.
Na ilustração de Elifas Andreato, a tinta que escorre da caneta pode simbolizar tanto a lágrima derramada pela morte do compositor no ano passado quanto a gota de suor do letrista detalhista, incansável na busca pelas palavras mais exatas.
Misturando músicas feitas para o disco com outras já pré-existentes, o repertório do álbum Aldir Blanc inédito expande as parcerias do letrista bamba com João Bosco (no samba Agora eu sou diretoria, gravado pelo próprio Bosco), Guinga (com Navio negreiro, música emergida na voz de Leila Pinheiro), Leandro Braga (em Voo cego, na voz de Chico Buarque), Moacyr Luz (Palácio de lágrimas, música interpretada por Maria Bethânia), Cristovão Bastos (Provavelmente em Búzios, composição cantada por Dori Caymmi), Sueli Costa (Ator de pantomina, na voz da própria Sueli Costa) e Moyseis Marques (Baião da muda, também assinado por Nei Lopes e gravado por Moyseis).
O disco Aldir Blanc inédito também promove a abertura da parceria do compositor com Joyce Moreno, melodista e intérprete de Aqui, daqui.