Eis 80 gravações que expõem a grandeza do canto de Nana Caymmi em seis décadas de carreira


Artista festeja 80 anos de vida nesta quarta-feira, 29 de abril, com discografia marcada pelo bom gosto. ♪ MEMÓRIA – Poucas cantoras do Brasil podem se gabar de nunca terem saído do tom com o qual escolheram pavimentar a carreira fonográfica. Nana Caymmi pode.
Da primeira gravação em disco, feita em 1960 ao lado do pai Dorival Caymmi (1914 – 2008), ao álbum lançado em 2020 com canções de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), a cantora carioca jamais desafinou na hora de escolher repertório e de escalar arranjadores e produtores musicais.
Houve discos mais ou menos inspirados, como acontece com qualquer artista, mas nenhum resultou equivocado ou incoerente.
Para celebrar os 80 anos de Nana Caymmi, festejados nesta quinta-feira, 29 de abril de 2021, o Blog do Mauro Ferreira lista 80 gravações que expõem a grandeza singular do canto da artista em seis décadas de carreira fonográfica – trajetória que, pelos planos da intérprete, será ampliada em 2022 com disco inteiramente dedicado à parceria do irmão Dori Caymmi com Nelson Motta.
♪ Eis, em ordem cronológica, 80 grandes gravações da discografia de Nana Caymmi:
1. Acalanto (Dorival Caymmi) – Dueto com o pai no registro fonográfico inaugural de 1960.
2. Morrer de amor (Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini) – Drama na gravação de 1965 que abre o primeiro álbum da cantora.
3. Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta) – Vaias injustas em festival de 1966.
4. Atrás da porta (Francis Hime e Chico Buarque) – Gravação de álbum feito para a Argentina em 1973.
5. Pra você (Silvio Cesar) – Romantismo suave em faixa do mesmo álbum argentino de 1973.
6. Ahiê (João Donato e Eumir Deodato) – Incursão pela leveza refinada da obra de Donato no mesmo disco de 1973.
7. Ponta de areia (Milton Nascimento e Fernando Brant) – Passeio por Minas na companhia de Milton em gravação de 1975.
8. Beijo partido (Toninho Horta) – Registro emblemático no mesmo álbum de 1975.
9. Passarela (Carlos Dafé) – Samba do então desconhecido soulman Dafé no disco de 1975.
10. Mãos de afeto (Ivan Lins e Vitor Martins) – Primeira abordagem da obra de Ivan em álbum de 1976.
11. Boca a boca (Milton Nascimento e Fernando Brant) – Outra dobradinha com Milton, feita com a adesão do irmão Dori Caymmi, nesse álbum de 1976.
12. Dupla traição (Djavan) – Incursão pelo cancioneiro do então emergente Djavan no mesmo disco de 1976.
13. Milagre (Dorival Caymmi) – Presente do pai Dorival Caymmi para o álbum de 1977
14. Se queres saber (Peter Pan) – O bolero de 1947 ressurge com Nana após 30 anos.
15. Fingidor (Sueli Costa) – Ainda em 1977, a primeira incursão pelo cancioneiro da compositora Sueli Costa.
16. Cais (Milton Nascimento e Fernando Brant) – No porto seguro da obra de Milton em disco de 1977.
17. Palavras (Gonzaguinha) – Grande interpretação do álbum de 1979.
18. Contrato de separação (Dominguinhos e Anástácia) – Um clássico desse disco de 1979.
19. Clube da esquina nº 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Marcio Borges) – Outra conexão com a turma mineira no mesmo álbum de 1979.
20. Denúncia vazia (João Bosco e Aldir Blanc) – Ainda em 1979, primeira incursão pela obra de Bosco e Blanc.
21. Mudança dos ventos (Ivan Lins e Vitor Martins) – Ar sensual na faixa-título do álbum de 1980.
22. Canção da manhã feliz (Haroldo Barbosa e Luiz Reis) – Mergulho no repertório de Elizeth Cardoso (1920 – 1990) no mesmo disco de 1980.
23. Meu bem querer (Djavan) – Grande gravação com Boca Livre no álbum de 1980.
24. Pérola (Sueli Costa) – Joia da compositora mineira no LP de 1980.
25. Meu silêncio (Cláudio Nucci e Luiz Fernando Gonçalves) – Sublime expiação da saudade no disco de 1980.
26. Mas quem disse que eu te esqueço (Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho) – Gravação original do samba no álbum de 1981.
27. Rastro de perfume (Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro) – O cheiro da dor de amor no disco de 1981.
28. Café com pão (João Donato e Lysias Ênio) – O banquete matinal do amor servido em gravação do LP de 1981.
29. Voz e suor (Sueli Costa e Abel Silva) – Música-título do antológico álbum de 1983 dividido com César Camargo Mariano.
30. Velho piano (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) – Uma cantora e um pianista em total harmonia no disco de 1983.
31. Fruta boa (Milton Nascimento e Fernando Brant) – A colheita saborosa do amor no LP de voz e piano de 1983.
32. Chora brasileira (Fátima Guedes, Rosane Lessa e Djalma) – Faixa-título do álbum de 1985.
33. Não me conte (Fátima Guedes) – Outra pérola de Fátima Guedes no disco de 1985.
34. Último desejo (Noel Rosa) – Em 1985, o revival do samba-canção de 1937.
35. Deixa eu cantar (Dudu Falcão) – Apresentação de Dudu na faixa que abre o álbum de 1988.
36. A lua e eu (Cassiano e Paulo Zdanowski) – Abordagem da balada-soul de Cassiano no disco de 1998.
37. Aquário (Moacyr Luz e Aldir Blanc) – Incursão pela obra do então emergente Moacyr Luz no mesmo LP de 1988.
38. Velha cicatriz (Ivor Lancellotti e Delcio Carvalho) – Samba que põe fé na massa, novidade do álbum de 1988.
39. Desacostumei de carinho (Fátima Guedes) – Ainda em 1988, outro mergulho fundo no universo particular de Fátima Guedes.
40. Só louco (Dorival Caymmi) – O samba-canção do pai com o toque do piano de Wagner Tiso em disco ao vivo de 1989.
41. Medo de amar (Vinicius de Moraes) – Letra e música do poeta no mesmo álbum de 1989.
42. Sabe de mim (Sueli Costa) – Bolero brasileiro entre os standars planetários do disco de 1993 dedicado ao gênero.
43. Tu me acostumbraste (Frank Domínguez) – Em espanhol, um bolero clássico na abertura do álbum de 1993.
44. Ternura antiga (Dolores Duran e Ribamar) – Nana se afina com Dolores Duran (1930 – 1959) em disco de 1994 dedicado ao cancioneiro da compositora.
45. Por causa de você (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran) – Um encontro com Tom Jobim (1927 – 1994) no tributo a Dolores.
46. Novo amor (Chico Buarque) – A cantora cai no samba de Chico em álbum de 1996.
47. A noite é meu ópio (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos) – Súplicas noturnas no disco de 1996.
48. Não posso me esquecer do adeus (Caetano Veloso) – No mesmo álbum de 1996, um samba-canção de compositor bissexto na discografia de Nana.
49. Sorri (Smile, Charles Chaplin, Geoffrey Parsons e John Turner em versão de João de Barro) – Instante sublime de disco ao vivo de 1997.
50. Folha morta (Ary Barroso) – O apego ao samba-canção no mesmo álbum ao vivo de 1997.
51. Resposta ao tempo (Cristovão Bastos e Aldir Blanc) – O bolero arrebatador que batizou o disco de 1998.
52. Não se esqueça de mim (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) – Aquela canção do Roberto, mas em dueto com Erasmo, no álbum de 1998.
53. Doralinda (João Donato e Cazuza) – No mesmo disco de 1998, um encontro cheio de bossa com o amigo Emilio Santiago (1946 – 2013)
54. Até pensei (Chico Buarque) – A modinha de Chico em dueto com o compositor no grande álbum de 1998.
55. Minha Nossa Senhora (Fátima Guedes) – Outra forte conexão com a obra de Fátima Guedes no disco de 1998.
56. Amor de mis amores (Agustín Lara) – O sangue da alma escorre em outra incursão pelo bolero em álbum de 2000, com citação de tema de Debussy (1862 – 1918).
57. Tarde triste (Maysa) – A melancolia de Maysa em grande gravação feita para a novela O clone, em 2001.
58. Saudade de amar (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) – Joia que abre o álbum Desejo, de 2001.
59. Vou ver Juliana (Dorival Caymmi) – Caindo no samba do pai, com Zeca Pagodinho, no disco de 2001.
60. Seus olhos (Juliana Caymmi) – Em familia no álbum de 2001, Nana grava Juliana e apresenta a sobrinha Alice Caymmi.
61. Vinho guardado (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós) – Abrindo a janela para a vida no disco de 2001.
62. Saudade de Itapoã (Dorival Caymmi) – Um disco de 2002 no mar e no tempo de Dorival.
63. Morena do mar (Dorival Caymmi) – Outro mergulho no cancioneiro do pai para o álbum de 2002.
64. Nem eu (Dorival Caymmi) – Em 2007, outro disco dedicado ao repertório de Dorival, com foco nos sambas-canção.
65. Adeus (Dorival Caymmi) – Samba-canção de despedida no álbum de 2007.
66. Sem poupar coração (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) – Faixa-título do álbum de 2009, o último de Nana com repertório inédito.
67. Senhorinha (Guinga e Paulo César Pinheiro) – Modinha em gravação sublime do disco de 2009.
68. Caju em flor (João Donato e Ronaldo Bastos) – Floresce nova parceria no álbum de 2009.
69. Fora de hora (Dori Caymmi e Chico Buarque) – Sempre é tempo de gravar, no CD de 2009, a parceria do irmão com Chico.
70. Flor da noite (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos) – Momento sublime da cantora em participação em disco lançado por Celso Fonseca e Ronaldo Bastos em 2011.
71. Chove lá fora (Tito Madi) – Nana valsa no tributo de 2019 ao compositor e pianista Tito Madi (1929 – 2018)
72. Cansei de ilusões (Tito Madi) – O sopro do trompete de Jessé Sadoc acentua a melancolia do samba-canção no álbum de 2019.
73. Balanço zona sul (Tito Madi) – Quem disse que Nana não tem bossa no canto?
74. Carinho e amor (Tito Madi) – A beleza macia da Tito Madi no canto de Nana no disco de 2019.
75. Quero-te assim (Tito Madi) – Outro destaque do álbum de 2019 em que a cantora celebra a paixão musical por Tito Madi.
76. Eu sei que vou te amar (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – Nana deita e rola na cama orquestral de Dori Caymmi em que dá voz a Tom & Vinicius em álbum de 2020.
77. Modinha (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – Choro com a voz dentro do coração no disco de 2020.
78. Se todos fossem iguais a você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – Celebração dos compositores em tons suaves.
79. Canção do amor demais (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – O desespero interiorizado em outro grande momento do tributo a Tom & Vinicius.
80. Soneto de separação (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – Faz-se o drama encarado por Nana Caymmi, grande cantora do Brasil.