Dois meses após fim da safra de soja, MS ainda tem produção equivalente a da Bolívia estocada


Estado tem aproximadamente 3,198 milhões de toneladas do grão estocadas, 36,34% de sua safra.
MS ainda tem 3,198 milhões de toneladas de soja estocadas
Reprodução/TV Morena
A colheita da safra 2018/2019 de soja terminou no fim de março em Mato Grosso do Sul, com a colheita de 8,800 milhões de toneladas do grão. Dois meses depois ainda está estocada no estado 36,34% dessa produção.
Esse percentual, representa 3,198 milhões de toneladas, conforme dados atualizados até segunda-feira (27), pela Granos Corretora e divulgados na circular do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA), da Aprosoja/MS e Sistema Famasul.
O volume de soja ainda armazenado no estado é equivalente ao que a Bolívia, 10º maior produtor mundial da oleaginosa, produziu em 2017, 3,018 milhões de toneladas, conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Em relação ao ciclo anterior, o percentual de soja comercializada nesta safra até o dia 27 de maio, 63,66% está 3 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, 67,54%, conforme os dados da Granos.
De acordo com a circular, o mercado local segue sendo influenciado pela valorização do dólar frente ao real nos últimos dias, pelas preocupações com o impacto das adversidades climáticas no meio-oeste norte-americano, onde se concentra a produção do país e ainda pelo impasse econômico entre os Estados Unidos e a China.
Em Mato Grosso do Sul as cotações da soja se mantiveram estáveis entre os dias 20 e 27 de maio, com a saca sendo vendida em média a R$ 67,75, mas no mês o grão acumula uma alta de 5,14%.
Em contrapartida, o indicador Cepea/Esalq registrou uma leve variação de 0,31% no mesmo período, encerrando esse intervalo de tempo sendo cotado a R$ 80,81 a saca no porto de Paranaguá (PR).
Já na bolsa de Chicago, principal centro de comercialização mundial do grão, houve desvalorização de 0,24% a 0,17% nos contratos futuros com vencimentos entre julho e novembro.