‘Devíamos contratar uma criança para ajudar’: a confusão causada pelo Pokémon Go entre militares do Canadá

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/tres-pessoas-seguram-celulares-com-tela-mostrando-o-game-do-pokemon-go-06012020153235276?dimensions=660×360" title="’Tem um novo jogo por aí que decolou de forma explosiva, e ele exige que as pessoas se movimentem para lugares codificados digitalmente para ganhar pontos’, escreveu um coronel canadense sobre o Pokémon Go" alt="’Tem um novo jogo por aí que decolou de forma explosiva, e ele exige que as pessoas se movimentem para lugares codificados digitalmente para ganhar pontos’, escreveu um coronel canadense sobre o Pokémon Go" />
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<span class="legend_box ">’Tem um novo jogo por aí que decolou de forma explosiva, e ele exige que as pessoas se movimentem para lugares codificados digitalmente para ganhar pontos’, escreveu um coronel canadense sobre o Pokémon Go</span>
<span class="credit_box ">Getty Images </span>
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O surgimento do jogo Pokémon Go deixou militares canadenses confusos — buscando entender uma sequência de invasões a suas instalações, conforme mostram documentos internos recém-divulgados e obtidos pela imprensa do país.</p>
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Após o lançamento do <em>game </em>para smartphones em 2016, civis começaram a caminhar e a dirigir em direção a bases operacionais militares.</p>
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"Por favor, avise aos comissários que, aparentemente, Fort Frontenac (forte na Província de Ontario) é um PokeGym e um PokeStop", diz um e-mail escrito por um major. "Sendo completamente honesto, não tenho ideia do que é isso."</p>
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Os documentos foram enviados à emissora CBC em resposta a um pedido de acesso à informação pública. Três anos e meio depois, os órgãos militares canadenses entregaram quase 500 páginas de registros à CBC.</p>
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Em um caso reportado, dois homens estavam em uma van indo em direção a uma base da Força Aérea perto de Toronto, pouco antes da meia-noite. Um cabo confrontou os homens e os encontrou brincando com seus celulares. Isso foi apenas três dias após o lançamento do aplicativo.</p>
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O jogo é baseado na captura de monstros digitais gerados enquanto o jogador caminha no mundo real; há também pontos de referência baseados em lugares reais.</p>
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O problema — que demorou pouco para aparecer após o lançamento — foi que muitos lugares designados como <em>pokestops</em> ou <em>ginásios</em> pelo aplicativo não eram, de fato, públicos.</p>

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/placa-no-perimetro-da-base-de-borden-alerta-sobre-acesso-restrito-06012020153235413?dimensions=660×360" title="Placa no perímetro da base de Borden alerta sobre acesso restrito; no entanto, local recebeu visitantes em busca de monstrinhos digitais" alt="Placa no perímetro da base de Borden alerta sobre acesso restrito; no entanto, local recebeu visitantes em busca de monstrinhos digitais" />
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<span class="legend_box ">Placa no perímetro da base de Borden alerta sobre acesso restrito; no entanto, local recebeu visitantes em busca de monstrinhos digitais</span>
<span class="credit_box ">Getty Images </span>
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"Tem um novo jogo por aí que decolou de forma explosiva, e ele exige que as pessoas se movimentem para lugares codificados digitalmente para ganhar pontos", escreveu um coronel em Petawawa (cidade em Ontario), enquanto os militares tentavam entender o fluxo repentino de invasores.</p>
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"A premissa do jogo parece ser ir para os ‘PokeStops/Ginásios’ para coletar ‘Pokémons’ (devíamos contratar uma criança de 12 anos para nos ajudar com isso)", escreveu um especialista em segurança em uma base de Borden, também em Ontario.</p>
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Em outro incidente registrado, uma mulher foi encontrada na base de Borden enquanto seus três filhos escalavam tanques de um museu militar. Outro homem ali, parado por policiais, disse: "Tenho que ganhar dos meus filhos (no jogo)".</p>

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<div class="content">Estudando o ‘inimigo'</div>
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Como parte da reação dos militares, pelo menos três oficiais de bases diferentes receberam a tarefa de jogar Pokémon Go em diversos locais. Eles precisaram também fazer registros das aparências dos monstrinhos, ginásios e Pokestops.</p>
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Mas a correspondência dos militares sobre o jogo não foi só estresse. Um major de Petawawa escreveu que talvez, com isso, mais pessoas se interessassem por visitar o museu na base militar.</p>
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Em Halifax, na Nova Escócia, um escritório recomendou que um Pokestop fosse adicionado perto do museu.</p>
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Na época, relatos sobre invasões e acidentes com jogadores surgiam em diversas partes do mundo.</p>
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Um mês após o lançamento do jogo, a polícia do Reino Unido registrou centenas de incidentes envolvendo "caçadores de Pokémon".</p>
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Um jogador em Wyoming (EUA) descobriu um cadáver, enquanto o Pentágono proibiu o jogo em aparelhos celulares vinculados ao governo.</p>
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Três anos e meio depois do lançamento, o número de jogadores caiu consideravelmente, mas o Pokémon Go ainda mantém um grande número de usuários fiéis.</p>