Deborah Dugan, ex-presidente do Grammy, é demitida da Academia de Gravação


Comunicado foi enviado para membros da Academia na segunda-feira (2). Deborah Dugan, presidente afastada do Grammy
Charles Sykes/Invision/AP
A Academia de Gravação, responsável pelo Grammy Awards, anunciou a demissão da ex-presidente e diretora executiva, Deborah Dugan. O comunicado foi enviado pela Academia para seus membros, na segunda-feira (2).
“Como vocês sabes, Deborah Dugan está em licença administrativa remunerada desde 16 de janeiro de 2020. Estamos escrevendo para informar que, na manhã de hoje, o conselho administrativo votou pela demissão de Dugan do posto de Presidente / CEO da Academia de Gravação”.
“Colocamos toda nossa confiança nela e acreditamos que ela poderia, efetivamente, liderar a organização. Infelizmente, isso não aconteceu”, informou o comunicado.
Em janeiro, dias antes da premiação do Grammy, Dugan foi afastada do cargo sob a alegação de má conduta.
Na época, a Academia de Gravação informou que forçou Dugan a sair de licença “à luz de preocupações ventiladas pelos membros do conselho diretor, inclusive uma alegação formal de má conduta feita por um membro da equipe da Academia de Gravação”. A organização não fez mais comentários sobre a natureza da alegação ou da relação de Dugan com ela.
Dias depois, Dugan fez fez uma série de acusações contra a Academia. Entre as denúncias, segundo a revista Variety, Deborah cita um comitê secreto e afirma que Ed Sheeran e Ariana Grande ficaram de fora da categoria Música do ano em 2019 após o favorecimento de outro artista por parte do conselho.
Deborah também fez denúncias sobre o processo de indicações para o Grammy. A organização do evento negou as acusações.