De Dua Lipa a Bob Dylan… 10 álbuns para entender 2020; ouça podcasts e veja reviews


Beyoncé, Pearl Jam, Taylor Swift, Katy Perry e Strokes também lançaram discos. Em um ano quase sem festivais e shows, por conta da pandemia da Covid-19, lançamentos de Bob Dylan, Dua Lipa, Beyoncé e Pearl Jam ajudaram a renovar playlists pelo mundo.
Abaixo, o G1 lista 10 bons álbuns para entender a música pop internacional de 2020.
Veja a lista de álbuns, do mais recente ao mais antigo, e entenda a importância deles por meio de podcasts, mini críticas e cotações.
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Capa de ‘Positions’, sexto álbum de Ariana Grande
Divulgação
Foi o terceiro ano seguido que Ariana Grande lançou um álbum de pop muito acima da média, com arranjos bem sacados e com algo a dizer. “Positions”, disco de trap pop basicamente sobre sexo, tem momentos que comprovam que ela é uma das melhores popstars em atividade.
Mas canções poderosas como “POV”, “Six thirty” e “My hair” parecem diluídas em uma massa com um quê de “hip hop Disney”, um pouco aquém dos álbuns “Sweetener” (2018) e “Thank U, Next” (2019).
Leia a crítica de ‘Positions’
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Katy Perry lança single ‘Smile’
Reprodução/Katy Perry
“Smile” dá conta de mostrar o lado atormentado da pessoa por trás das perucas coloridas, do sutiã de cupcake ou dos looks de pin-up, rainha da selva ou Cleópatra. Katy olha para si mesma. E relata o sofrimento decorrente disso.
Ainda é difícil encontrar um refrão óbvio e colante, mas por trás das letras intensas dá para achar arranjos que remetem a eras anteriores de Katy. Tempos mais leves e divertidos. Em “Smile”, os temas mais recorrentes são o choro, o desabafo e a busca por redenção.
Leia a crítica de ‘Smile’
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Taylor Swift lança ‘Folklore’
Divulgação
Taylor Swift lançou dois álbuns (pouco comerciais) neste ano. Em “Folklore”, ela se apoiou mais nas narrativas que canta, do que nas que vive. A força deste disco (e de “Evermore”, que saiu em dezembro) não está no som. O foco é nas letras, com histórias como a de um triângulo amoroso adolescente, tema que permeia o álbum.
No som, bons vocais convivem com arranjos que fazem lembrar os do indie pop rock arrastado do The Nacional, do qual Aaron Dessner faz parte. Ele coassinou com Taylor 11 das 16 músicas.
Leia a crítica de ‘Folklore’
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Capa de ‘Rough and rowdy ways’, de Bob Dylan
Reprodução
Em “Rough and rowdy ways”, Anne Frank e Indiana Jones cabem no mesmo verso. A vítima do Holocausto e o aventureiro do cinema estão entre as inúmeras figuras da História e da Arte, em especial do século 20, que passam pelo 39º disco de Bob Dylan.
Aos 79 anos, Dylan reflete sobre a humanidade e sobre a morte através das várias citações em dez longas faixas.
Leia a crítica de ‘Rough and rowdy ways’
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A capa do álbum ‘Chromatica’, de Lady Gaga
Divulgação
Dá para resumir o segundo álbum de Lady Gaga, “Born this way”, e “Chromatica” do mesmo jeito: “É feito por uma fã de música eletrônica que canta letras às vezes escapistas e outras vezes com mensagens importantes, mas sempre diretas. Na parte musical, não tem meio-termo, é um eurodance sem sutilezas”.
Gaga disse querer um álbum para trazer alegria para quem curte música pop. Queria uma trilha para se esquecer dos problemas de 2020. Como se fosse possível. Mas ela tentou.
Leia a crítica de ‘Chromatica’
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Capa do álbum ‘Future Nostalgia’ de Dua Lipa
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“Future Nostalgia” entregou o que o título prometia. As onze músicas retrô futuristas reimaginaram a música dançante dos anos 70 e 80. Foi um pop perfeito para esquecer de tempos difíceis, com versos sobre relações e angústias.
O segundo álbum dela mudou, definitivamente, a cantora de patamar. Com o melhor e mais coeso disco pop do ano, ela aperfeiçoou os estilos dance crying ou dark pop, rótulos que ela ama e faz questão de citar para explicar suas canções. O jeito foi seguir essa não tão nova regra da Dua Lipa: dance e chore. Ao mesmo tempo.
Leia a crítica de ‘Future Nostalgia’
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Capa do álbum do Strokes
Reprodução
“The new abnormal’, sexto disco dos Strokes, é o melhor disco da banda desde que eles começaram a praticar autossabotagem há 15 anos. Das nove faixas, só duas foram feitas para testar nossa paciência – tarefa que parecia ser a principal da banda nos últimos anos.
Quem tinha desistido de ouvir um disco bom deles desde “First Impressions of Earth” (2006) acabou se chocando com riffs diretos e boas sacadas melódicas tocadas com vontade. O álbum tem até faixas que fazem dançar, algo impensável para eles após tanto tempo.
Leia a crítica de ‘The new abnormal’
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Capa de ‘Gigaton’, do Pearl Jam
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“Gigaton”, primeiro disco do Pearl Jam em sete anos, não disfarçou a passagem do tempo. A banda mostrou estar em compasso com a atualidade, seja em músicas raivosas sobre política e um planeta sombrio, seja em reflexões sobre o envelhecimento.
O quinteto joga com empenho em campos que já domina – riffs do Who e baladas à Neil Young – e se arrisca em outros terrenos – pós-punk do tipo Talking Heads. Tudo se amarra por um contrabaixo especialmente forte, que traduziu a unidade de força explosiva do título do álbum.
Leia a crítica de ‘Gigaton’
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Cartaz de ‘Black is King’, de Beyoncé
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Beyoncé foi convidada para uma trilha sonora e acabou fazendo os clipes das músicas ficarem melhores do que o próprio filme. O álbum visual “Black is king” é uma recriação da saga de “O Rei Leão” mais criativa do que o remake de 2019.
Como tudo que Beyoncé faz, o figurino e a fotografia são superproduzidos. O começo até demora a ganhar ritmo, com cara de editorial de moda e narração sussurrada em off tipo de “Democracia em vertigem”. Mas quando a história e a parte musical engatam, o ritmo vem certinho. As assustadoras hienas viram uma gangue de moto, e Jesse Reyes encarna com força este espírito sinistro em “Scar”.
Leia a crítica de ‘Black is king’
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Capa do álbum ‘Rare’, de Selena Gomez
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Aos que achavam um charme o canto sibilante e sussurrado de Selena Gomez, um aviso: “Rare”, terceiro álbum solo da cantora e atriz americana de 27 anos, não é tão cochichado assim. Mais solta e articulada, Selena escancara a boca para cantar no melhor disco da carreira. É possível dançar em músicas como a esperta “Look at her now”, mas o repertório é mais cadenciado.
“Rare” é basicamente composto por pop suave e sofrência R&B, termo usado para falar do pop americano com um quê de blues e soul. Crises de ansiedade ou com ex-namorados estão em quase todas as letras.
Leia a crítica de ‘Rare’