Cowboy Bebop: série live-action gera expectativa em fãs que acompanham animação japonesa há mais de uma década


Nesta segunda-feira (23), foram divulgadas as primeiras imagens oficiais do live-action produzido pela Netflix. O fotógrafo Tiago Stille é fã de Cowboy Bebop desde quando a animação foi lançada, no fim da década de 90.
Arquivo pessoal
Os fãs de Cowboy Bebop estão animados com a série live-action, produzida pela Netflix, que estreia dia 19 de novembro. A animação japonesa, criada no fim da década de 90, vai inspirar novas cenas do enredo futurista, que se passa em 2071 e mistura faroeste, kung-fu e música jazz.
‘Cowboy Bebop’ estreia dia 19 de novembro; confira primeiras imagens oficiais
Em Fortaleza, onde é sediado o Sana, maior evento de cultura geek e pop do Norte e Nordeste, mora o fotógrafo Tiago Stille, fã de Cowboy Bebop há mais de 20 anos. Ele começou a assistir a animação quando ainda era adolescente e, agora adulto, vai ter a oportunidade de conferir novas cenas com a produção da Netflix.
John Cho, Mustafa Shakir e Daniella Pineda em imagem de ‘Cowboy Bebop’.
Divulgação
Tiago, de 38 anos, revela que o encanto com a animação não ocorre apenas pelo enredo, mas também pela trilha sonora. “É uma relação muito emotiva, não só com a série, a história, mas também com a trilha sonora; nessa série especificamente, é um personagem à parte. É uma trilha sonora que eu escuto até hoje”, revela o fotógrafo.
“Eu peguei pela metade, comecei a assistir, mas era muito irregular, os episódios passavam fora de ordem, mas achei espetacular. E muito tempo depois, com o advento da internet, tive a oportunidade de conseguir assistir a série toda, e acho que já vi umas três ou quatro vezes do começo ao fim”, complementa Tiago.
Thyago Costa revela que o encanto com Cowboy Bebop se dá pelo enredo, a temática e a trilha sonora.
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Thyago Costa é outro fã que também carrega uma história com a animação ao longo dos últimos 15 anos. “Foi uma loucura porque eu não vi o primeiro episódio, peguei na metade, mas mesmo assim aquilo me cativou, seja pela música, pela temática da série, ao mostrar o jazz — algo que gosto muito, uma ficção científica misturada com filme de faroeste, de kung-fu, tudo isso moldou muito do gosto que tenho até hoje”, comenta o universitário.
Assim como o Stille, Thyago também já assistiu à animação mais de uma vez. “Eu sempre revejo porque eu creio que ela é uma das poucas obras que tem um início, meio e fim tão fantásticos. Pouca coisa chega perto”, complementa o universitário.
“A minha expectativa com a série está muito grande com os leques de possibilidades que podem ser abertos para que o diretor e os criadores possam brincar com estes personagens”, complementa o paraense.
Forte veia musical
Roberto Viana, de 27 anos, é fã de Cowboy Bebop desde 2008 e destaca a parte musical do anime.
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O assistente administrativo Roberto Viana, de 27 anos, é fã de Cowboy Bebop desde 2008, e além da expectativa com a nova produção, ele pontua a forte veia musical presente na animação. “Não é somente a questão da animação, dos episódios ou do que a obra quer passar. A musicalidade que ela construiu transcendeu. Espero que tenha muito a veia musical. É uma das coisas que não podem faltar em Cowboy Bebop, porque se não tiver a veia musical, não é Cowboy Bebop. É isso que espero para a série da Netflix”, destaca Roberto.
Para Roberto, as músicas são partes fundamentais que marcam a experiência de assistir Cowboy Bebop. “A minha relação é basicamente forte tanto por gostar da animação, mas também uma das partes mais importantes é a relação musical. As músicas ficam marcadas na sua cabeça, não tem como você assistir esse anime e não ficar pelo menos com duas músicas gravadas na sua cabeça”, reforça o assistente administrativo.
“É uma das obras-primas da animação. É um dos animes que saem do ciclo só de quem gosta de anime. Eu espero que chame a atenção do público para que fiquem curiosos com a obra. A animação tem uma liberdade que a live-action não tem, mas pelas fotos, pelo que já foi dito, eu tenho esperança que seja boa. Eles estão pegando uma das obras mais importantes da animação”, complementa Roberto.
Fãs não escondem o receio
Apesar da animação com a nova produção, os fãs não deixam de lado o receio com a qualidade do produto final de uma adaptação. “É uma série muito querida, então tem todo esse medo de pegarem algo tão querido e estragarem, mas vamos torcer”, explica Stille.
John Cho em imagem de ‘Cowboy Bebop’.
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O fotógrafo até relembra que um filme inspirado em Cowboy Bebop chegou a ser discutido, mas a decisão final foi a criação de uma série. “Eu fiquei feliz porque para condensar toda a história em um filme de uma hora e meia, duas horas, ia ficar muito comprometido. Aí teve o anúncio da compositora que está voltando, e saíram as fotos oficiais, até comentei com um amigo ‘eu, infelizmente, estou começando a ficar animado com o que pode vir por aí’. Estou cautelosamente otimista”, brinca Tiago.
“Quando a gente tem uma adaptação entre mídias, sempre há receio de certa forma; seja alguém que gosta de um livro que vai virar filme, de um desenho que vai virar filme. Eu confesso que isso não escapou de mim, mas eu tento ter uma opinião flexível para adaptação”, corrobora o universitário Thyago.
Contudo, ele também confessa que ficou mais otimista quando viu profissionais envolvidos com a história original participando da produção que vai estrear.
“Por mim, eles podem mudar tudo se eles contarem uma história diferente, mas que tenha aquele ar, aquela temática que a gente vê no desenho. Eu sou do time que pensa ‘se for para ver a mesma coisa, eu vejo o anime’. Eu gosto de coisa diferente”, reforça.
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