Corpo de Nelson Sargento será cremado nesta sexta-feira


Cerimônia será restrita a amigos e familiares. Sambista morreu de Covid na quinta-feira (27). Nelson Sargento foi um dos principais nomes do samba e da música popular brasileira
O corpo do sambista Nelson Sargento será cremado nesta sexta-feira (28) em uma cerimônia íntima restrita à família e aos amigos. O sambista morreu na quinta-feira (27), aos 96 anos, no Rio de Janeiro, por complicações da Covid.
A informação é da assessoria de imprensa do cantor, que informou ainda que a despedida será em um cemitério na região central da cidade.
“Infelizmente, por conta da pandemia em que nos encontramos, informamos que não haverá velório público, Nelson será cremado em cerimônia restrita à família”, disse.
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Nelson Sargento durante ensaio fotográfico na Cidade das Artes, Rio de Janeiro, em setembro de 2014
Claudia Martini/Enquadrar/Estadão Conteúdo/Arquivo
Autor de ‘Agoniza, mas não morre’
Nelson Sargento morreu na quinta-feira (27), aos 96 anos, o presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira e autor de sucessos como “‘Agoniza, mas não morre”. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele morreu às 10h45, no Rio de Janeiro.
Sargento foi diagnosticado com o Covid na última sexta-feira (21), quando foi internado no Inca. Além da idade avançada, Nelson também sofreu com um câncer de próstata anos atrás.
Nelson Sargento
Divulgação
No dia 26 de fevereiro, o compositor da Mangueira recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em casa. A primeira dose, em um ato simbólico no dia 31 de janeiro, marcou o início da imunização de idosos.
Segundo os epidemiologistas, nenhuma vacina é 100% eficaz, mas as chances de uma pessoa vacinada ser infectada pelo vírus é muito menor do que a de quem não foi vacinado. A proteção máxima só é alcançada quando grande parte da população está imunizada e o vírus para de circular.
“As pessoas têm muita dificuldade de entender qual é a função de uma vacina”, diz Natalia Pasternak, bióloga e divulgadora científica brasileira, fundadora e primeira presidente do Instituto Questão de Ciência. “Elas acham que a vacina é mágica. Ou seja, tomou a vacina, está protegido; não tomou, vai ficar doente. Não é assim que vacinas funcionam.”
Obra inédita
A nora e produtora musicial de Nelson, Lívea Mattos, contou ao G1 que, mesmo afastados dos palcos, o sambista não parava de criar. Ela disse que ele deixa um CD de músicas inéditas com Agenor de Oliveira, tem uma gravação recém-descoberta com Wilson Moreira – que morreu em 2018 – , e muitos registros de shows e momentos íntimos gravados.
“Além disso, ele não parava de escrever. Tinha um caderninho em que escrevia orações, que gostava muito. Ele rezava vários vezes ao dia. Eu só tenho a agradecer por ter convivido com ele, mas vai fazer muita falta”, diz Lívea.