Contas públicas precisam ser críveis, afirma secretário da Fazenda


Waldery Rodrigues fez críticas à ideia de retirar Estados e municípios da reforma da Previdência. Waldery Rodrigues, secretário especial da Fazenda, em imagem de arquivo
Daniel Silveira/G1
É muito importante a questão das contas públicas verossímeis no âmbito dos Estados, sustentou nesta segunda-feira (10) o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues. Esses entes vivem problemas gerados por conta de contabilizações erradas de gastos com pessoal que muitas vezes são corroboradas pelos Tribunais de Contas dos Estados (TCEs).
“A questão das contas públicas verossímeis é extremamente importante. Os TCEs precisam melhorar a sua governança, preservada a sua autonomia. Temos feitos muitas reuniões com tribunais de contas. É necessário clareza sobre em que sentido dados fiscais são tratados. As contas públicas precisam ser críveis”, disse Waldery.
Waldery fez os comentários logo após a fala do secretário de Planejamento e Gestão do Ceará, Mauro Benevides Filho, ambos durante o evento “Os Desafios do Planejamento Estratégico para o Desenvolvimento Econômico do Brasil”, promovido pelo governo do Ceará nesta segunda-feira.
Benevides destacou que muitos Estados se iludiram, ficaram se enganando, por meio de manobras nos relatórios de gestão fiscal. “Você engana o RGF [Relatório de Gestão Fiscal], mas não o caixa”, sentenciou o secretário.
Ele também fez uma dura crítica à ideia de retirar Estados e municípios da reforma da Previdência. “Ainda escuto falar de retirar Estados e municípios, por birra política, e com risco para o Tesouro, porque no final quem vai pagar é o Tesouro Nacional. Retirar Estados e Municípios da reforma é um crime”, afirmou.
Waldery, por sua vez, reforçou a mensagem, destacando que a reforma da Previdência é crucial para os Estados. “O que nos interessa é um federalismo fiscal bem mais forte do recebemos”, disse. E ressaltou a importância de a reforma ter uma potência fiscal da ordem de R$ 1 trilhão. “É uma resposta para as gerações futuras”, disse.