Conheça The Sinking City, game de terror inspirado em Lovecraft

O que é mais impressionante em The Sinking City, próximo game de terror psicológico da Frogwares (lançamento previsto para 27 de junho), é a fictícia cidade de Massachussetts, Oakmont. Ela é úmida, enevoada e sinistra. As pessoas estão enlouquecendo no pier, e, bares obscuros e casas abandonadas. É um mundo devastado pela Grande Guerra e suas consequências, que esconde o mais puro horror Lovecraftiano.

Você conhece este cenário como Charles Reed, um veterano da guerra que virou um detetive particular e está em busca da cura para sua própria insanidade. The Sinking City é um título literal e subjetivo: a cidade está de fato cercada por água e afundando lentamente (na loucura).

A Frogwares tem como objetivo tornar a Oakmont unificada em sua estranheza. Seus habitantes locais têm um dialeto próprio, e alguns de seus habitantes são monstruosidades do Dr. Moreau, em guerra entre si através de gerações. “Desde o início”, diz Sergey Ten, Líder de Designer de Narrativa, “pensamos na cidade não apenas aparecendo no espaço, no vácuo, pensamos que ela fazia parte de um todo muito maior. Como parte da história dos EUA e como parte de sua própria história. Então, temos uma linha do tempo para a cidade, desde o dia de sua fundação, que é de cerca de 200 anos ”.

De relance, fiquei impressionado com o detalhe sórdido aqui. Atravessar as entranhas de um polvo, ou ser surpreendido por um caranguejo que aparentemente engoliu um gato, enfatiza essa sensação de irrealidade psicótica. Criaturas bizarras rastejam em plena luz do dia; Há uma espécie de realismo meio Silent Hill nessas criaturas, o que gostei bastante.

O objetivo de Reed aqui é descobrir por que ele está ficando louco, e também ganhar um dinheirinho – ou uma bala, como é chamada a moeda regional – no meio do caminho. The Sinking City é um jogo de detetives, então trabalhar cenas de crime e coletar pistas é fundamental e também sobrenatural. Reed tem a capacidade de “retrocognição”, ou seja, ele pode reconstruir cenas durante um estado de devaneio e determinar a ordem em que elas se desenvolvem. Se você já jogou Call of Cthulu, do Cyanide Studios, ou Detroit: Become Human, da Quantic Dream, esta mecânica será familiar.

Com base nisso, Reed tem uma habilidade do ‘olho da mente’ que lhe permite revelar imagens do passado através de objetos espalhados pelo mundo. Observou alguma distorção vibrando de um relógio de bolso? Pode ser que o objeto revele um portal para informações cruciais.

Depois de determinar a ordem na qual um crime ocorreu, você pode acessar o que The Sinking City chamou de “Palácio Mental” do Reed, onde você pode combinar pistas relevantes para formular uma solução. Deduções podem variar com base em seu próprio senso de moralidade, no entanto. Esse cara é um assassino de sangue frio, ou ele matou sob a influência da psicose? Cabe a você decidir, o que leva a resultados diferentes.

The Sinking City promete um nível de liberdade exploratória dentro de um gênero que tradicionalmente pode ser um pouco didático. Não há marcadores de mapa ou objetivos, tudo é retirado para encorajar a sensação de fazer as coisas conforme você avança. Também não parece haver qualquer razão ou motivação para os inimigos; às vezes você será atacado por um horror à espreita em uma sala completamente aleatória.

A Frogwares quer ter certeza de que tais encontros sejam realmente assustadores, então recursos, incluindo balas, são escassos. Na maioria das vezes, você estará criando sua própria munição e, mesmo assim, é uma única bala por vez. Para subir a aposta, enquanto Reed encontra esses monstros, seu “medidor de insanidade” lentamente se desfaz e sua visão se confunde; fugir para a realidade frequentemente é uma aposta mais segura do que usar sua arma.

No final da minha demonstração, perguntei a Sergey Ten por que o horror Lovecraftiano, em particular, o atrai. O destino de Reed parece escrito em pedra, então qual é o apelo desse desamparo em um gênero impregnado de fantasia? E a resposta é: a insignificância na face do universo. “Isso é algo que queríamos entender em nosso jogo. Isso é algo que eu amo profundamente sobre o nosso jogo, e amo esta atmosfera Lovecraftiana. Isso te lembra quem você é neste grande universo. Claro, esse sentimento não é tudo que existe e também queremos sentir esperança, também queremos nos sentir significativos. Mas às vezes, você sabe, a vida pode ser uma experiência humilhante”.

*Tradução por: Carol Costa

Inscreva-se no canal do IGN Brasil no Youtube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, Instagram e Twitch!