Conheça os projetos de ‘moradias’ espaciais que a Nasa está testando

A Nasa, agência espacial norte-americana, está projetando cinco habitats espaciais que poderão ser usadas na órbita da Lua. Os protótipos devem ajudar a entender e identificar os desafios de viver longe da Terra em missões espaciais.
“Esses testes foram formulados para que possamos fazer uma comparação lado a lado de conceitos muito diferentes e inovadores da indústria dos EUA”, disse Marshall Smith, que lidera programas de exploração lunar humana na sede da NASA em Washington

O protótipo B330 da Bigelow é um módulo que se expande para fornecer 330 metros cúbicos de área habitável. Um outro módulo da mesma fabricante ficou dois anos acoplado à estação espacial internacional para testes no ambiente espacial e foi bem-sucedido

Nomeado o principal contratante da estação espacial em 1993, a Boeing desenvolveu vários elementos da Estação Espacial. O foco do projeto da empresa é a otimização do volume interior, com áreas isoladas oferecendo a capacidade de usar diferentes atmosferas para cargas úteis sem afetar a cabine

O protótipo da Lockheed Martin foi originalmente desenvolvido para fornecer recursos de logística para a Estação Espacial Internacional. Os testes do projeto combinam prototipagem de hardware e simulação de software. Uma das vantagens seria a possibilidade de um espaço reconfigurável que pode ser usado em diferentes situações durante as missões

NanoRacks propôs outro conceito para maximizar o volume habitável para os astronautas. A ideia é converter um tanque de propelente de foguete usado em um habitat. A empresa já fez testes para comprovar a viabilidade do conceito e os próximos planos para desenvolver protótipos em escala real

O protótipo da Northrop Grumman utilizaria a nave espacial Cygnus da empresa que fornece suprimentos para a Estação Espacial Internacional. O modelo de habitat busca em proporcionar um ambiente de vida confortável e eficiente em diferentes possibilidades de configuração interna

O habitat da Sierra Nevada foi projetado para ser lançado em uma configuração compacta e depois inflar quando estiver no espaço. A vantagem do projeto é que sua configuração final é capaz de fornecer um espaço muito maior do que as estruturas rígidas tradicionais, que precisam ter um volume limitado no momento do lançamento. O protótipo tem cerca de 9 metros de diâmetro e alcança três andares de altura