Confiança da indústria fluminense atinge menor nível desde novembro, aponta Firjan


Piora na avaliação da economia brasileira e dúvidas sobre Reforma da Previdência esfriaram otimismo do empresariado no RJ. Ainda há pessimismo para novos investimentos, diz Firjan. O empresariado fluminense viu diminuir suas expectativas quanto à retomada econômica, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial Fluminense (ICEI) divulgado nesta terça-feira (16) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
De acordo com o levantamento, em março, a confiança do empresário da indústria no Rio de Janeiro atingiu o menor nível desde novembro, logo após o resultado das eleições. O indicador ficou em 60,1 pontos, abaixo dos 64,5 pontos atingidos logo após a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República e de Wilson Witzel para o governo estadual.
Segundo a FGV, o indicador acima de 50 pontos indica otimismo, e abaixo de 50, pessimismo. Assim, ainda há otimismo entre os empresários do Rio. Segundo a Firjan, “esse resultado é explicado pela piora na avaliação da economia brasileira”.
O índice ficou no campo negativo, ou seja, abaixo dos 50 pontos, desde dezembro de 2013. Ele começou a ascender nos primeiros meses de 2016, quando se teve início o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, mas chegou ao nível de otimismo somente em julho de 2017, quando foi aprovada a reforma trabalhista.
Desde então, só ficou no campo do pessimismo quando ocorreu a greve dos caminhoneiros, em maio do ano passado.
Levantamento da Firjan mostra que otimismo do empresário da indústria no RJ diminuiu nos três primeiros meses dos novos governos
Firjan
O ICEI tem dois componentes: expectativas e condições atuais. Em ambos, a análise dos empresários piorou “diante do aumento da percepção de risco no processo de aprovação da Reforma da Previdência.
No indicador das condições atuais, a avaliação dos empresários quanto ao cenário econômico do país caiu 1,8 ponto na comparação com o mês anterior, mas ainda se manteve otimista, com 54,3 pontos. Já quanto às condições da economia no estado, ouve ligeira melhora, de 1,4 ponto, mas ainda se mantendo no nível pessimista, com 46,7 ponto.
Pela ótica das expectativas, caiu em 4 pontos o otimismo quanto a economia brasileira e 0,3 ponto quanto à situação econômica do estado.
A Firjan destacou que os empresários seguem otimistas em relação à demanda do mercado, mas pessimistas para investir. “Para realizar novos investimentos e retomar contratações, os industriais ainda aguardam a redução da ociosidade no processo produtivo e a recuperação efetiva da situação financeira das empresas”, destacou a entidade.
A Firjan enfatizou, ainda, ser “importante destacar que a permanência da confiança empresarial passa, necessariamente, pela concretização do discurso eleitoral”.