Confiança da indústria cai em maio e empresário se mostra mais pessimista, aponta FGV


Nível de utilização da capacidade instalada subiu para 75,3%, mas segue no nível de novembro de 2018. Indústria de calçados em Franca (SP)
Arquivo Cedoc/EPTV
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 0,7 ponto em maio, para 97,2 pontos, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (28). Com a queda, o indicador anulou a alta observada no mês anterior e voltou ao patamar de março e ao nível mais baixo do ano.
“As expectativas da indústria continuaram piorando em maio e retratam agora um empresariado ligeiramente pessimista em relação aos próximos meses. Quanto ao desempenho do setor no mês, há sinais dúbios. Após meses andando de lado, o nível de utilização da capacidade voltou a subir, mas houve, em paralelo, acúmulo de estoques indesejados”, disse Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiu 0,8 p.p, retornando para 75,3%, o mesmo nível de novembro de 2018.
O Índice da Situação Atual (ISA) permaneceu estável em 98,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,5 ponto, para 95,9 pontos.
O indicador que mede a perspectiva de contratações do setor nos três meses seguintes recuou 3,6 pontos, exercendo a principal influência para o índice geral. A parcela de empresas que preveem aumento do total de pessoal ocupado caiu de 17,6% para 13,9% entre abril e maio, enquanto a das que projetam diminuição aumentou de 16,8% para 17,1% do total.
Em menor proporção, o indicador que mede otimismo dos empresários em relação à evolução do ambiente de negócios nos seis meses também recuou, passando de 100,0 pontos em abril para 98,4 em maio, indicando leve pessimismo.
A pesquisa coletou informações de 1.109 empresas entre os dias 2 e 23 deste mês.