Concorrentes a Oscar de filme internacional destacam lado sombrio da humanidade

Comédia dramática dinamarquesa ‘Druk – Mais uma Rodada’ desponta como favorita. Assista ao trailer de ‘Druk – Mais uma rodada’
Retratos dramáticos da crueldade das pessoas com outros são um tema recorrente na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, que conta com histórias de genocídio, corrupção e bullying entre os indicados de cinco países e inclui dois estreantes.
A comédia dramática dinamarquesa “Druk – Mais uma Rodada” desponta com sua história de um grupo de professores que combinam beber uma certa quantidade de álcool todos os dias na esperança de escapar ao tédio da meia-idade.
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O filme também rendeu uma indicação inesperada ao seu diretor, Thomas Vinterberg.
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A Romênia recebeu sua primeira indicação a um Oscar por “Collective”, que trata das consequências de um incêndio mortal em um clube noturno e ainda compete na categoria de documentário.
O drama de guerra bósnio “Quo Vadis, Aida?”, que fala do esforço desesperado de uma mulher para salvar o marido e os filhos do genocídio de Srebrenica de 1995, seria o segundo filme do país a levar um Oscar – “Terra de Ninguém” foi premiado em 2002.
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“O Homem que Vendeu a Pele”, primeiro filme tunisiano a ser indicado a um Oscar, é um drama satírico sobre um refugiado sírio que concorda em se tornar uma obra de arte viva na esperança de conseguir um visto europeu.
O coreano “Better Days”, que fala de um aluno vítima de bullying que enfrenta vestibulares intimidantes, foi um grande sucesso nas bilheterias chinesas em 2019, arrecadando US$ 230 milhões.
O favorito, porém, é “Druk”. A vitória daria a Vinterberg o primeiro Oscar da carreira dele e a quarta estatueta para o cinema dinamarquês nesta categoria.