Como escolher um smartwatch, o relógio inteligente


Apple Watch, Galaxy Watch, Mi Watch… aparelhos contam passos, ajudam a fazer exercícios e alguns até realizam eletrocardiogramas. Autoridades alertam que isso não substitui acompanhamento médico. Guia de smartwatches no g1
g1
Smartwatches, os relógios inteligentes, podem ajudar a ter uma vida saudável, a dormir melhor e hoje são capazes até de fazer um eletrocardiograma, segundo as fabricantes. Isso além de mostrar as horas, claro.
O g1 selecionou sete modelos que fazem tudo isso e mais um pouco, para mostrar as diferenças entre eles. Os relógios citados custavam de R$ 600 a R$ 10 mil, em média, no início de novembro.
É preciso prestar atenção para não comprar produto falsificado, o que é comum, principalmente entre relógios muito baratos.
Além disso, autoridades de Saúde e os próprios fabricantes alertam que os dados disponibilizados nesses aparelhos não substituem acompanhamento médico. Ao final da reportagem, leia mais dicas que ajudam na decisão de compra.
Apple Watch série 3
Apple Watch série 3
Divulgação
O smartwatch de entrada da Apple tem duas opções de tamanho (38 milímetros e 42 mm) da caixa de alumínio e uma bateria com duração estimada em até 18h. O modelo era encontrado no varejo na primeira semana de novembro por R$ 2.600.
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O relógio, que só se conecta a iPhones, tem wi-fi e GPS integrados, resistência a água até 50 metros, medidor de batimentos cardíacos, altímetro, contador de passos e também faz acompanhamento de exercícios.
Roda o Watch OS 8, mas não traz recursos dos modelos mais novos, como eletrocardiograma e oxigenação do sangue.
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Apple Watch série 7
Apple Watch série 7
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O relógio mais novo da Apple vem em dois tamanhos de caixa (41 mm e 45 mm) e telas maiores, com menos bordas que seu antecessor, além de opções distintas com conectividade wi-fii e LTE/4G.
SE MEXA: 10 mil passos ou meia hora de exercício? Veja qual meta seguir
Na primeira semana de novembro, o preço do Watch série 7 nas lojas on-line começava em R$ 5.300 – os valores variam de acordo com os materiais da caixa (alumínio, aço inoxidável ou titânio) e recursos de conectividade, podendo chegar a R$ 10 mil nas lojas (aço inoxidável com pulseira do mesmo material e caixa de 45 mm).
O modelo mais caro, com caixa de titânio (Apple Watch Series), só é vendido pela Apple e partia de R$ 10.599 no começo do mês.
Vem com GPS integrado, medidor de batimentos cardíacos que permite fazer um eletrocardiograma, oxímetro para medir a quantidade de oxigênio no sangue e é capaz de detectar quedas e alertar serviços de emergência de forma automática. Também roda Watch OS 8, e só se conecta ao iPhone.
Sua bateria também tem promessa de duração de até 18h.
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Huawei GT Pro 2
Huawei Watch GT 2 Pro
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O smartwatch da Huawei tem uma das maiores durações de bateria estimadas: até 15 dias com uma única carga.
O relógio se conecta a smartphones Android e a iPhones (neste último, com recursos limitados), e tem oxímetro, medidor de batimentos cardíacos e GPS, com detecção automática de exercícios – o GT Pro 2 traz programas de treinamento/acompanhamento para mais de 100 esportes/atividades.
Seu preço no varejo era de R$ 2.600, em média, no início de novembro.
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Realme Watch 2
Realme Watch 2
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Aparelho de entrada, o modelo da Realme tem acabamento em plástico. Ele se conecta ao telefone Android e traz recursos presentes em modelos mais caros, como monitoramento de batimentos cardíacos e de oxigênio no sangue, além de acompanhamento de sono.
Em comparação com outros smartwatches, o Watch 2 não tem GPS integrado. Isso faz com que precise ficar conectado o tempo todo ao smartphone e não possa ser usado sozinho para fazer exercícios – os outros modelos com GPS conseguem rastrear os movimentos do usuário sem o telefone por perto.
Sua bateria dura até 12 dias, de acordo com a fabricante, e o relógio traz 90 modos de treino esportivo integrados. Na primeira semana de novembro, seu preço no varejo era de cerca de R$ 600.
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Samsung Galaxy Active2
Samsung Galaxy Watch 2 Active
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O Galaxy Active2 vem em duas opções de tamanho de caixa (40 mm e 44mm), com conectividade wi-fi e LTE/4G, medidor de batimentos cardíacos e oxímetro e, apesar de ter uso otimizado para smartphones Android, também pode ser conectado a um iPhone (mas pode perder recursos nesse aparelho).
Seu corpo tem acabamento em aço inoxidável/alumínio e uma tela grande sensível ao toque.
Consegue monitorar treinos de forma automática, tem um instrutor de corridas e programas para 7 tipos de exercícios principais.
A bateria dura em média 40 horas, segundo a Samsung. No início de novembro, custava cerca de R$ 2.000 nas lojas on-line.
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Samsung Galaxy Watch4
Samsung Galaxy Watch4 Classic
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O Galaxy Watch4 tem duas opções de design (Classic, com uma coroa giratória em torno da caixa de 42 mm ou 44 mm, e uma convencional, com tela sensível ao toque e caixa de 40 mm ou 44 mm), com conectividade Wi-Fi e LTE/4G.
Mede batimentos cardíacos, pressão sanguínea, porcentagem de massa, água e músculos no corpo, tem oxímetro e faz eletrocardiograma – um pacote completo de atividades medidas pelos sensores do relógio.
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Também detecta exercícios de forma automática e traz programas para acompanhar mais de 90 tipos de atividades.
A bateria dura em média 40 horas, segundo a fabricante, e os preços começam em R$ 2.800, dependendo do tamanho da coroa, modelo e tipo de conectividade.
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Xiaomi Mi Watch
Xiaomi Mi Watch
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Com 17 modos de treino, GPS e monitoramento de batimentos cardíacos e oxigênio no sangue, o smartwatch da Xiaomi tem bateria que, segundo a fabricante, dura até 16 dias (tem ainda um modo econômico de até 50h usando o GPS).
Se conecta a smartphones Android e aos iPhones e traz um design arredondado, com proteção no vidro da tela e resistência a água de até 50 metros de profundidade.
A Xiaomi diz que mais 100 modos de treino/atividade podem ser adicionados depois. Na primeira semana de novembro, seu preço estava em torno de R$ 2.000 nas grandes lojas on-line.
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Veja mais dicas para a escolha certa
Sistema operacional – é preciso saber se o sistema operacional do seu smartphone pode se conectar via Bluetooth ao do relógio. Só assim para ele mostrar notificações de mensagens, chamadas e permitir a troca de visor de acordo com o gosto do consumidor.
Donos de iPhone devem dar preferência ao Apple Watch, que só funciona com os telefones da marca. Independente do modelo, ele tem um aplicativo específico para gerenciamento nos iPhones (e só neles: não é possível sincronizar um Watch com um iPad, por exemplo). Basta ligar o Watch, abrir o app no iPhone e seguir os passos na tela.
Os demais smartwatches até têm apps para iOS e podem se conectar ao iPhone, mas quase sempre têm recursos reduzidos ao serem utilizados no sistema da Apple. Donos de Android, porém, têm mais opções de marcas, tamanhos e preços.
No geral, é preciso ter uma conta na fabricante do smartwatch para utilizar o produto por completo – como o Galaxy Health nos Samsung ou o Huawei Health na marca chinesa.
Oferta de aplicativos – apps populares como Strava, Spotify e até mesmo Uber funcionam em alguns aparelhos, mas não em outros.
Regra geral é que muitos apps para iOS têm uma versão para o Watch, mas no mundo Android nem sempre é assim – a Samsung usa o sistema operacional próprio Tizen em alguns modelos e agora migrou para o Wear OS, do Google, no Galaxy Watch4.
Como acontece com os smartphones, os relógios inteligentes também costumam receber atualizações de sistema operacional, trazendo novas funções ou recursos visuais, como visores, por exemplo.
A Apple é conhecida pelas atualizações anuais do WatchOS, mas nem todas as marcas comentam o tema. O Watch série 7 deve ter anos de atualizações à frente, já que acabou de ser lançado. Já o Watch 3, lançado em 2017, pode não ver muitos upgrades nos próximos anos.
Por conta disso, os smartwatches podem não receber atualizações a partir de certo momento (ou até mesmo nem serem atualizados pelo fabricante). Mas isso não significa que eles irão parar de funcionar: vão seguir com suas funções até o fim da sua vida útil.
Recursos diferenciados – medir batimentos cardíacos e oxigenação no sangue são funções comuns aos smartwatches listados na reportagem, assim como avaliar o sono, acompanhar o ritmo cardíaco o tempo todo e alertar para dar uma pausa em momentos de estresse.
Vale checar recursos adicionais, como capacidade de realizar pagamentos por aproximação (NFC), permitir baixar músicas de serviços de streaming e até mesmo responder de forma rápida mensagens de texto/WhatsApp.
Smartwatch não é ‘médico’, mas faz alerta
Com smartwatches mais caros, como o Apple Watch série 7 e o Galaxy Watch4, dá para fazer um eletrocardiograma (ECG) em qualquer hora/local – basta ativar a função no relógio e fazer a medição.
O modelo mais caro da Samsung também é capaz de medir pressão e verificar informações corporais como porcentagem de gordura e de água no corpo (biomassa).
Os próprios fabricantes afirmam que não é algo para ser usado com finalidade médica. Mas, na prática, podem servir de alerta. Isso foi visto por alguns consumidores durante a quarentena. na pandemia.
“Usar um smartwatch me ajudou a acordar e fazer um check-up geral de tudo”, conta o engenheiro de redes Mathias Kroyzanovski, de 26 anos. Ele utiliza relógios conectados desde 2014 e trocou neste ano para um Samsung Galaxy Watch4.
Ao mostrar o smartwatch para a irmã – que é médica – o ECG mostrou uma fibrilação atrial. Kroyzanovski foi ao pronto-socorro, os exames não apontaram nada grave, mas ele marcou consulta com um cardiologista e, após uma bateria de exames, descobriu que poderia ser algo pior no futuro, com histórico de família apontando isso também.
Fibrilação atrial parece ser um fator comum entre problemas que os smartphones detectam. O técnico de planejamento de manutenção industrial Thiago Gomes de Azevedo, de 35 anos, se sentiu mal no começo do ano, com incômodo para respirar. Atribuiu o problema à pandemia: menos atividades físicas, ganho de peso e rotina alimentar desregulada.
“Mas fiz um ECG com o Apple Watch Série 4 e recebi a recomendação de procurar um médico. No pronto-socorro, repeti o ECG e o resultado de fibrilação arterial se confirmou”, conta.
De lá, Azevedo foi encaminhado para o cardiologista, onde exames mais aprofundados mostraram a arritmia durante esforço físico e alteração na pressão arterial.
A precisão dos dados dos smartwatches já foi questionada em um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, que apontou que cerca de 30% dos dados fornecidos pelos relógios inteligentes não são interpretáveis ​​ou são imprecisos. Além disso, a movimentação da pessoa, o ambiente e até a temperatura podem influenciar.
Os recursos de saúde dos smartwatches são complementados pelos apps de acompanhamento de exercícios que já vêm pré-instalados na maioria deles.
Definada a meta – distância, tempo, calorias – , o smartwatch grava inúmeras medições durante o exercício, seja uma caminhada, corrida (existem relógios que até ensinam a começar a correr), natação (a maioria dos modelos tem resistência até 50 metros de profundidade) e centenas de outros tipos.
Tem até golfe e esqui no modelo da Huawei, por exemplo. Ou um serviço pago no Apple Watch para correr de zumbis imaginários (Zombie Run).
E estipular essa meta de exercício nem é obrigatório, já que muitos modelos detectam de maneira automática que o usuário começou a fazer uma atividade.
Apps ou bateria?
A duração da bateria nos smartwatches também permite uma divisão entre os fabricantes.
Os modelos com mais recursos – notadamente da Apple e da Samsung – sofrem com uma bateria que muitas vezes não passa de um dia.
”O que mais falta esse tipo de produto é carregamento rápido. A carga completa leva quase 2h e eu preciso carregar frequentemente. Carregar a cada ou dois dias não seria um problema tão grande se carregasse em meia hora”, diz Mathias Kroyzanovski.
Marcas como Apple e Samsung têm maior disponibilidade de aplicativos, relógios com telas maiores e recursos mais avançados. Esses produtos prometem de 18 a 40 horas de uso, mas, na prática, acabam durando um dia de uso completo, precisando voltar para a base carregadora à noite ou na manhã seguinte.
Já modelos com um ecossistema de aplicativos mais fechado e com menos opções, como Xiaomi, Huawei e Realme, conseguem chegar até a duas semanas de uso contínuo do relógio.
As telas seguem grandes, mas, por usar sistemas operacionais proprietários, com maior otimização entre hardware e software, a bateria dura mais – mas também faltam mais apps além do básico (exercícios, notificações, stress, controle de músicas, por exemplo).
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