Com a voz de Mahmundi, Mary Olivetti recria ‘Black coco’, hit autoral do pai Lincoln Olivetti em 1978


♪ Mago dos estúdios de gravação, Lincoln Olivetti (17 de abril de 1954 – 13 de janeiro de 2015) passou para a história da música brasileira sobretudo como arranjador. Foi como arranjador, maestro e produtor musical que o artista fluminense deu o tom tecnopop que ditou o padrão radiofônico de grande parte da música popular produzida no Brasil ao longo da década de 1980.
Músico egresso dos bailes que animavam o subúrbio carioca na primeira metade dos anos 1970, Lincoln começou a deixar a própria marca na música brasileira a partir de 1978, e não somente como arranjador. Nesse ano de 1978, o artista emplacou de cara um grande sucesso como compositor, Black coco.
Música criada por Lincoln em parceria com Ronaldo Barcellos, com a ideia de mixar o coco nordestino com a batida do som negro norte-americano, Black coco foi apresentada ao Brasil em gravação feita para disco do grupo carioca Painel de Controle e popularizada por ter sido incluída na trilha sonora da novela Te contei? (TV Globo, 1978).
Em tributo ao pai, a DJ e produtora musical carioca Mary Olivetti recria Black coco, com a voz da cantora (também) carioca Mahmundi, em gravação que chega ao mundo digital na sexta-feira, 23 de julho, em single com capa que expõe arte de Paula Dornelles.
Capa do single ‘Black coco’, de Mary Olivetti com Mahmundi
Arte de Paula Dornelles
Ao produzir a regravação de Black coco, Mary Olivetti arregimentou os músicos Paulinho Guitarra, Daniel Mansur (baixo elétrico), Rodrigo Tavares (Rhodes, Hammond e Moog) e Henrique Rocha (percussão). A própria Mary Olivetti programou a bateria e fez vocal com o cantor Barro.
Na releitura, a DJ faz alusão à levada da música Rock your baby (Harry Wayne Casey e Richard Finch, 1974), sucesso que apontou a chegada da era da disco music em gravação feita em 1973 pelo cantor norte-americano George McCrae e lançada no no seguinte. A alusão faz sentido, pois a cadência de Rock your baby foi uma das referências de Lincoln Olivetti na criação do arranjo de Black coco.
Com batida que cai no suingue tropical brasileiro, o single Black coco sai pelo selo Cocada Music, braço fonográfico brasileiro da gravadora alemã Get Physical.