Cientistas criam primeiro ‘robô’ feito a partir de células vivas

<div class="media_box full-dimensions660x360">

<div class="edges">
<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/cientistas-criam-primeiro-robo-feito-com-vida-organica-14012020140716264?dimensions=660×360" title="&quot;Xenobots&quot; têm alta regeneração e são biodegradáveis " alt="&quot;Xenobots&quot; têm alta regeneração e são biodegradáveis " />
<div class="gallery_link">
</div>

</div>
<div class="content_image">
<span class="legend_box ">"Xenobots" têm alta regeneração e são biodegradáveis </span>
<span class="credit_box ">Arquivo/Pixabay </span>
</div>
</div>

<p>
Um grupo de pesquisadores da universidade de Vermont, nos EUA, usou células vivas retiradas de um sapo africano e as programou para funcionar como um robô biológico. Esta é a primeira vez que o ser humano consegue esse feito e pode romper grandes barreira científica. O resultado da pesquisa foi publicado no Proceeding of the National Academy of Sciences na segunda-feira (13).</p>
<p>
Os robôs milimétricos, chamados de xenobots, são formas de vida totalmente remodeladas para cumprir propósitos que não são os seus originais. Para o pesquisador Joshua Bongard, co-líder da pesquisa, a descoberta “não é um robô tradicional e nem uma espécie de animal. É uma nova classe de artefato: um robô vivo e programável."</p>
<p>
Segundo Michael Levin, co-líder da pesquisa, “é possível imaginar muitas aplicações possíveis para a tecnologia, como pesquisar compostos que o ser humano não pode chegar perto, como radiação, ou recolher microplásticos no oceano.” </p>
<p>
A tecnologia pode ser usada em versões mais complexas, com "xenobots" capazes de carregar, por exemplo, remédios e objetos pelo corpo humano para uma ação médicas mais eficaz.</p>

<div class="media_box embed network_box" data-name="playbuzz"><div style="width:100%;height:0;padding-bottom:56%;position:relative;"><iframe src="https://giphy.com/embed/h8xCVEe70lHcGevLNs" width="100%" height="100%" style="position:absolute" frameBorder="0" class="giphy-embed" allowFullScreen></iframe></div><p><a href="https://giphy.com/gifs/h8xCVEe70lHcGevLNs">via GIPHY</a></p></div>
<p>
Para Bongard, co-líder da pesquisa, os “xenobots” são totalmente biodegradáveis, e, quando terminam seus trabalhos, em sete dias são como células mortas da pele”. Mas isso também é negativo.</p>
<p>
A vida útil de uma ferramenta criada a partir desta tecnologia não é tão durável quanto o ferro ou madeira, porém, sua capacidade de regeneração é impressionante. Em alguns testes, os robôs biológicos foram cortados quase ao meio e se regeneraram completamente.</p>
<p>
O conceito de mudar uma forma biológica já é aplicado na agricultura. Os chamados GMO´s, são plantas alteradas geneticamente para resistir a temperaturas adversas ou pragas comuns, por exemplo. Porém, está é a primeira vez que uma máquina biológica foi criada e desenhada por cientistas.</p>

<div class="media_box embed intertitle_box">

<div class="content">Como funcionam os xenobots</div>
<span class="author"></span>
</div>

<p>
A partir de um supercomputador, baseado na universidade de Tufts, nos EUA, e um software com regras básicas de biologia e evolução, o sistema testou milhares de células simuladas. Durante os meses de pesquisa, as mais promissoras e “desenháveis” foram selecionadas para o teste.</p>
<p>
Assim, o computador passou para uma nova fase. Com o simulador de evolução, os cientistas criaram milhares de fórmulas e possibilidades para aquela vida, e, com as células reais separadas, passaram a juntar os pedaços para que elas se tornassem iguais as desenvolvidas pelo software.</p>

<div class="media_box full-dimensions780x340">

<div class="edges">
<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/xenobots-14012020135558040?dimensions=780×340&amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=780×340&amp;amp;crop=767×334+55+0&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=780×340&amp;amp;crop=767×334+55+0" title="Espécime criado pelo software " alt="Espécime criado pelo software " />
<div class="gallery_link">
</div>

</div>
<div class="content_image">
<span class="legend_box ">Espécime criado pelo software </span>
<span class="credit_box ">Divulgação Youtube/ University of Vermont</span>
</div>
</div>

<p>
Ou seja, os cientistas, juntaram várias partes de material biológico para criar uma nova vida. Nos primeiros testes, os organismos foram capazes de mover pedaços de matéria de forma coletiva e cooperativa para o centro do local em que estavam, assim como o computador sugeriu.</p>
<p>
O processo é explicado em um vídeo (em inglês) divulgado pela própria universidade: </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>

<div class="media_box embed video_box" data-name="youtube"><iframe width="660" height="330" src="https://www.youtube.com/embed/aQRBCCjaYGE" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>

<div class="media_box embed intertitle_box">

<div class="content">Alerta de risco</div>
<span class="author"></span>
</div>

<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
Entretanto, os danos de usar esse tipo de tecnologia existe, o os pesquisadores afirmam que ainda não sabem quais podem ser. Além de que, caso o sistema fique complexo demais, pode ter ações e comportamentos não previsíveis pelos pesquisadores.</p>
<p>
Mas Levin diz que caso a humanidade queira sobreviver ao futuro, terá que entender e estudar esse organismos a fim de criar regras para seu desenvolvimento, como as inteligências artificiais. Ainda segundo Levin, é necessário estudar o que todos têm medo e este estudo seria um passo para alcançar o compreendimento.</p>
<p>
*Estagiário <strong>R7</strong>, sob supevisão de Pablo Marques</p>