China adia início do semestre escolar e já oferece aulas online para conter surto do novo coronavírus


Chineses estão nas férias de inverno até o próximo dia 16. Governo chinês tenta implementar cursos online. Professor de História dando aula on-line, em Hefei, na região leste da China
Xinhua/Zhou Mu
Escolas chinesas na região mais afetada pelo surto do novo coronavírus já oferecem aulas de férias online e o Ministério da Educação chinês busca soluções para quando as aulas forem retomadas, o que está previsto para 16 de fevereiro.
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De acordo com o jornal China Dailly, o ministério da Educação está trabalhando para que todas as escolas tenham uma forma eficiente de aula online. A intenção é que até o dia 17 deste mês a alternativa esteja em funcionamento.
Em Wuhan, na província de Hubei, onde está o centro da epidemia, universidades e escolas já estão, desde o último sábado (1º) oferecendo seus cursos de inverno com aulas pela internet. De acordo com a imprensa chinesa, os recursos de educação online incluem conteúdos acadêmicos, mas também cursos de popularização da ciência e aconselhamento psicológico.
Férias em casa
Segundo o jornal chinês People Dailly, o ministério pediu também para que todos os estudantes que saíram de férias permaneçam em suas casas até a situação voltar ao normal.
As escolas chinesas estão nas férias de inverno, que coincide com a comemoração do ano novo chinês, que foi celebrado no sábado (1º). Na China o padrão é haver dois períodos de recesso escolar, um no inverno, próximo ao ano novo chinês, que dura cerca de um mês. O restante das férias é na primavera.
O ministério sugere que todas as instituições de ensino peçam aos seus alunos que evitem atividades onde se aglomerem muitas pessoas. Além disso, solicita que elas elaborem um plano de prevenção ao coronavírus para o retorno as aulas.
Aluno do ensino fundamental tem aula on-line, em Hefei, na região leste da China
Xinhua/Zhou Mu
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