Charlie Brown Jr. homenageia Chorão porque banda nada tem a fazer


Grupo anuncia miniturnê em tributo aos 50 anos que vocalista original completaria em abril. ♪ ANÁLISE – O cantor e compositor paulista Alexandre Magno Abrão (9 de abril de 1970 – 5 de março de 2013), o Chorão, faria 50 anos de vida em abril se não tivesse saído precocemente de cena há sete anos.
Ressuscitada em 2019, a banda paulista criada por Chorão em 1992 – Charlie Brown Jr., uma das mais perfeitas traduções musicais da parcela desprezada da juventude brasileira dos anos 1990 – aproveita a efeméride e anuncia shows em “homenagem” aos 50 anos do fundador e mentor desse grupo que, no auge, conquistou parte expressiva da galera com mix hardcore de rap, rock e reggae.
Por ora, serão três apresentações programadas, entre abril e maio, para as cidades de Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).
O tributo da banda soa providencial. Até porque, sendo Chorão insubstituível, nada resta a Charlie Brown Jr. fazer em cena além de evocar a imagem do vocalista que foi a razão de ser da banda.
No ano passado, a notícia da volta do grupo à atividade já soara como nota desafinada porque é impossível entender Charlie Brown Jr. sem a presença de Chorão – voz, alma e cérebro da banda.
A miniturnê em tributo aos 50 anos do vocalista somente corrobora a sensação de que a banda Charlie Brown Jr. somente resiste (e insiste) em decorrência da permanência de Chorão na memória afetiva do universo pop do Brasil.