Hands-on | The Division 2 ganha respiro com expansão Warlords of New York

Ubisoft é a empresa com habilidade suficiente para dar sobrevida a jogos que não ganharam o favoritismo do público. Esse é o caso de The Division 2. O game de tiro em terceira pessoa tinha tudo para conseguir abrir espaço no gênero chamado “loot shooter”. Isso porque Anthem, da EA, e a expansão de Destiny 2 não tinham cravado as garras nos fãs do gênero.

 

Porém, o título da Ubisoft teve uma recepção apenas mediana e agora vai ganhar sua primeira expansão, Warlods of New York, com novo mapa, narrativa, equipamentos e toda sorte de conteúdos extras.

A reportagem do Canaltech teve acesso a uma build ainda não finalizada de parte desse conteúdo. Vale ressaltar que não se trata de uma versão de testes e que muitas mudanças podem acontecer até o lançamento oficial da expansão, marcado para o dia 3 de março no PlayStation 4, Xbox One e PC.

A Ubisoft quer trazer de volta os jogadores apaixonados de The Division. Por isso, a expansão retorna exatamente para a mesma cidade do primeiro jogo. Contudo, o mapa é, na medida do possível, novo. A desenvolvedora continua com o sistema de réplica um para um de cidades, típicos de seus títulos. Entretanto, na história do jogo, Nova York foi devastada por um forte furacão, dando um desenho novo à cidade.

Retomada

Além da localidade, Warlods of New York também retorna para a história do primeiro título. Essa expansão se passa 8 meses após os acontecimentos de The Division e apenas dois meses após o final do segundo game da série.

 

Jogo se passa em uma Nova Yok revirada por um furacão (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

O novo conteúdo é todo baseado no arco do vilão Aaron Keener, inimigo de The Division que escapa no final da trama, deixando o roteiro em aberto. Assim, esta expansão mostra como Keener dominou regiões de Nova York e formou seu próprio grupo autogovernado.

O vilão consegue juntar uma legião de quatro outros parceiros que vão funcionar como líderes de cada área espalhada pelo mapa. A parte interessante é que cada um conta com uma habilidade específica, que vai ser explorada naque espaço e que o jogador adquire ao executar o chefe da região.

De acordo com a empresa, a ideia é que o jogador possa fazer o caminho que desejar, sem uma sequência exata de qual inimigo enfrentar.

Novatos e antigos

Um dos problemas de grandes expansões é que elas são de difícil acesso para quem não está acompanhando o game há um tempo. Por conta disso, a Ubisoft criou um mecanismo que permite o jogador ir diretamente para a expansão, sem a necessidade de jogar a trama principal de The Division 2.

Ao comprar o conteúdo extra, o jogador receberá experiência e equipamentos para criar um personagem já no nível 30, necessário para batalhar em Nova York. Até mesmo quem já está no game há tempos vai receber essa vantagem, podendo criar um novo personagem, caso queira.

Outra mudança é que cooperar será mais recompensador que no jogo original. Isso quer dizer que, caso você entre na partida de alguém para ajudar, mesmo estando em nível mais alto, vai receber armas e equipamentos compatíveis.

A Ubisoft também quer que o conteúdo extra seja mais acessível. Assim, as armas também foram levemente simplificadas. Isso quer dizer que não há mais diversas variantes para uma mesma metralhadora ou pistola, o que torna os itens únicos e maios prazerosos de se obter.

Temporadas

Warlods of New York também vai funcionar sob um esquema de temporadas de 3 meses. A cada período, a Ubisoft promete uma nova adição à narrativa, com mais um grande personagem a ser combatido.

A cada trimestre, haverá novos equipamentos, itens cosméticos e armas, sendo que as pontuações de melhores jogadores vai ser reiniciada. Assim, a companhia espera conseguir manter os fãs interagindo com o game por mais tempo.

As tumbas

Atenção, daqui em diante este texto pode conter spoilers de inimigos e missões de Warlods of New York.

A reportagem do Canaltech teve acesso a quase duas horas de gameplay de Warlods of New York. Para esse teste, havia apenas uma área que poderia ser explorada, liderada por Theo Parnell.

A região é de um antigo presídio da cidade, cujas celas e mecanismos de defesa funcionam como um forte para sua invasão. Toda a linha para chegar ao chefe é bastante interessante, embora explore mecanismos típicos do gênero.

O jogador avança pelo lugar e é apresentado a hordas de inimigos.

Ou seja, você entra em uma sala, batalha e elimina todos, pega os equipamentos e segue para o próximo ponto de conflito.

A habilidade especial de Parnell é a criação de hologramas. Isso cria um elemento bastante interessante para a batalha até mesmo antes de chegar ao conflito final.

Isso porque o holograma é exatamente igual ao personagem real e totalmente confundível.

Você só percebe que é uma distração quando atira no boneco e um aviso de “imune” aparece acima da cabeça. O holograma, portanto, é uma distração que pode significar a morte do seu time nos momentos mais tensos.

A caminhada pelo presídio é interessante, mas não destoa muito do ciclo de gameplay que já se tem em The Division 2. Uma diferença aqui é como este novo arco é desafiador.

O teste reservado a jornalistas tinha um gameplay solo, ou no máximo em dupla. Isso resultou em mortes recorrentes durante as duas horas de jogatina.

O aumento de dificuldade é justificável, tendo em vista que se trata de uma expansão, logo, com foco em quem já terminou o game base. A vantagem, entretanto, é que também funciona para novatos. Isso porque é possível jogar em times, com auxílio dos mais experientes a quem está começando agora.

A batalha final, contudo, é o melhor momento da demonstração. Depois de passar pelo presídio e pelo tribunal anexo ao prédio, o conflito com Parnell é realizado fora do conjunto, em um ambiente mais aberto.

Ele abusa da sua habilidade de holograma, espalhando vários inimigos falsos pelo cenário, fazendo o jogador gastar bala a toa. De certa forma, ser enganado aqui é feito na medida certa e traz um prazer ao superar o desafio.

Também é um bom respiro que foge o ciclo repetitivo de atirar e andar para a próxima sala que The Division 2 carrega.

Parnell se apresenta com um padrão divertido. No ambiente há seis torres, nas quais há cinco hologramas e um personagem verdadeiro. O atrativo aqui é ir testando cada um deles até descobrir o correto e avisar seu time.

The Division 2 ainda não tem um sistema como o de Apex Legends, no qual é possível avisar visualmente os outros jogadores onde está o inimigo. Para resolver isso, a Ubisoft colocou abaixo de cada torre as palavras “alpha”, “beta”, “charlie” “delta”, até a letra F. Assim, é possível falar no microfone para os outros jogadores: “o verdadeiro está em beta” e todos atiram lá.

Você precisa fazer isso enquanto enfrenta algumas hordas de inimigos comuns, outros mais fortes, com drones e até torretas. No fim, quando você já tirou bastante vida dele, o vilão desce para o campo de batalha para o confronto final.

A demo terminou com a morte de Parnell e o acesso ao item especial que permite ao jogador criar seus próprios hologramas. Contudo, não foi possível testar a novidade.

Lançamento

The Division 2: Warlords of New York chega oficialmente em 3 de março e será vendido a R$ 99 no PlayStation 4 e Xbox One, ou a R$ 89 para PC pela Uplay. A Ubisoft também vai lançar um pacote com o jogo base acompanhado da expansão por R$ 229,99 no PlayStation 4 e Xbox One, com redução para R$ 179,99 no PC, também via Uplay..

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Governo venezuelano enfrenta protestos populares pelo 3º dia


Segundo ONG, 13 pessoas morreram desde o início das manifestações. Líder da oposição, Juan Guaidó, se declarou ‘presidente interino’, e governo de Maduro está diante de impasse. A Venezuela enfrentou novos protestos durante as primeiras horas da madrugada desta quinta-feira (24), no 3º dia consecutivo de manifestações contra o governo de Nicolás Maduro. Na quarta-feira (23), o líder da oposição, Juan Guaidó, se declarou presidente interino, e foi reconhecido por Brasil, EUA e mais 11 países. Maduro rejeita sair do poder e diz que Estados Unidos lideram complô contra seu governo.
De acordo com a agência de notícias EFE, os protestos desta quinta-feira voltaram a se concentrar em bairros populares de Caracas, antes considerados bastiões do chavismo, que governa o país desde 1999.
A ONG Provea, de Direitos Humanos, informou que por volta de 1h (horário local, 3h de Brasília), foram registradas 15 manifestações na zona Oeste e no Centro da capital venezuelana. Forças de segurança tentaram dispersar manifestantes com o uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
Desde o início das manifestações, pelo menos 13 pessoas morream na Venezuela, segundo a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS). De acordo com o órgão, as vítimas foram atingidas por disparos e foram atacadas por agentes da polícia ou por grupos paramilitares.
Os protestos no centro de Caracas, sede dos poderes públicos da Venezuela, se intensificaram na última segunda-feira (21), quando dezenas de membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) se rebelaram contra o presidente Nicolás Maduro e pediram apoio cidadão, antes de serem rendidos e presos.
No mesmo dia, ocorreram dezenas de manifestações que reivindicavam o fim da crise. Desde então, mais de 50 protestos ocorreram apenas em Caracas, e um número indeterminado no restante do país.
O número dois do chavismo e chefe da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Diosdado Cabello, disse hoje que os grupos que se manifestam são “pagos” e geram violência.
Presidente interino
Juan Guaidó se declara presidente interino da Venezuela
Federico PARRA / AFP
Na quarta-feira, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país e foi reconhecido pelos governos do Brasil e dos EUA, entre outros. Guaidó falou a uma multidão de manifestantes que saíram às ruas para protestar contra o governo Maduro. O país também registrou atos pró governo.
“Juro assumir formalmente as competências do Executivo nacional como presidente interino da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação, um governo de transição e ter eleições livres” – Juan Guaidó
Reação de Maduro
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala da sacada do Palácio Miraflores, em Caracas, ao lado de sua mulher, Cilia Flores, e do presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, na quarta-feira (23)
Luis Robayo/AFP
Horas depois o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou a declaração do líder da oposição e acusou os Estados Unidos de dirigirem uma operação para impor um golpe de Estado. O chavista rompeu relações com o governo norte-americano e expulsou diplomatas do país.
“Aqui não se rende ninguém, aqui não foge ninguém. Aqui vamos à carga. Aqui vamos ao combate. E aqui vamos à vitória da paz, da vida, da democracia”, disse ainda.
As autoridades norte-americanas, no entanto, não reconheceram a declaração de Maduro. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que não acredita que o governo chavista “tenha autoridade legal para quebrar relações” com os Estados Unidos.
Juan Guaidó chegou a enviar um pedido às embaixadas para que funcionários não deixassem o país e afirmou que manterá relações diplomáticas com todos os países.
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