Catalisador de paixões no ‘BBB 21’, Fiuk tem desafio de se provar relevante na música ao sair da casa


Mesmo com gravações com Jorge Ben Jor e Thiaguinho no currículo fonográfico, o artista ainda busca prestígio na carreira de cantor. ♪ ANÁLISE – Em exibição desde 25 de janeiro, pela TV Globo e na plataforma Globoplay, a 21ª edição do Big Brother Brasil nem completou dez dias no ar, mas já dá para cravar que Fiuk é um dos maiores catalisadores de atenções e paixões no programa, dentro e fora da casa.
Antes mesmo da estreia, o nome de Filipe Kartalian Ayrosa Galvão – paulistano de atuais 30 anos – já mobilizava amores e ódios as redes sociais. O resultado de tanta visibilidade foi aumento imediato de 330% na procura por músicas do artista nas plataformas de streaming.
Sim, além de ator, visto atualmente no papel de Ruy na reprise da novela A força do querer (TV Globo, 2017), Fiuk é cantor e compositor. E, nessa seara musical, o artista terá que encarar a prova mais difícil ao sair da casa do BBB 21, seja como eliminado, como finalista ou como campeão do reality. Em bom português: Fiuk ainda precisa se provar relevante como cantor e compositor.
Fiuk está na cena musical desde 2004, ano em que estreou aos 14 anos como vocalista da banda No Name, seguindo os passos do pai, Fábio Jr., também ator, cantor e compositor (de grande projeção nos anos 1980 e 1990).
Logo na sequência, Fiuk passou a integrar – como líder e vocalista – a banda Hori, com a qual debutou no mercado fonográfico há 14 anos com o EP Mentes inquietas (2007).
Estimulada pela presença do cantor galã na banda, a gravadora Warner Music contratou a Hori e, em 2009, editou o primeiro álbum do grupo, Hori, aproveitando a popularidade conquistada por Fiuk naquele ano, entre o público juvenil, por estar atuando na novela adolescente Malhação (TV Globo).
Logo a gravadora percebeu que o interesse do público não recaía sobre a banda Hori, mas precisamente sobre Fiuk, passando a investir na carreira solo do cantor. Em 2011, ano da dissolução da Hori, Fiuk lançou o primeiro álbum solo, Sou eu, com direito a um dueto com ninguém menos do que Jorge Ben Jor, parceiro e convidado de Fiuk na música Quero toda noite.
Nem a presença Ben Jor conseguiu dar prestígio a Fiuk como cantor. Seguiu-se um segundo álbum, o artificial Vira-lata (2013), de repertório populista e sexista em que o artista propagou a fama de pegador entre pagode, funk, balada pop romântica e até rap.
Só que nem o extenso time de convidados – MC Sapão, Manu Gavassi, Rappin’ Hood, Thiaguinho e o papai Fábio Jr. – conseguiu atrair grandes atenções para o disco. A gravadora Warner Music ainda tentou salvar a pátria, reciclando músicas dos dois álbuns no EP Fiuk (2014).
E o fato é que, desde então, a carreira musical de Fiuk desandou. Resta agora ao artista o desafio de, no rastro da explosão de popularidade conquistada pela participação no BBB 21, fazer – ao sair da casa mais vigiada do Brasil – um disco de fato relevante que justifique tanta atenção.