Caso Ghosn: Turquia determina prisão preventiva para cinco acusados de ajudar na fuga do empresário


O ex-presidente da Nissan fugiu do Japão na segunda-feira (30), onde cumpria prisão domiciliar, e passou por Istambul, na Turquia, antes de seguir para o Líbano, onde está agora. Ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn, em foto do dia 1º de outubro
Eric Piermont / AFP
O ministro da Justiça da Turquia, Abdulhamit Gül, confirmou neste sábado (4) que cinco pessoas foram presas preventivamente por terem ajudado na fuga do executivo brasileiro Carlos Ghosn do Japão para o Líbano.
As prisões ocorreram depois que o Ministério Público de Istambul lançou uma investigação sobre a fuga de Ghosn para a capital libanesa de Beirute, através do Aeroporto de Ataturk, em Istambul.
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Estão detidos quatro pilotos, dois dos quais estava em serviço nos aviões utilizados para o crime, e um diretor de uma empresa de carga privada.
Além disso, o sistema judicial turco apreendeu dois aviões de uma companhia aérea privada, acrescentou o ministro durante uma entrevista à agência de notícias local “Anadolu”.
Embora não tenha dado nomes, tudo indica que se trata da empresa turca MNG, dedicada ao aluguel de aeronaves particulares, que ontem já havia confirmado o envolvimento de um dos seus funcionários.
Na última quinta-feira, as autoridades prenderam sete pessoas relacionadas com o voo do ex-presidente da aliança entre as montadoras Nissan e Renault. Dois dos detidos foram liberados.
Ghosn foi detido em novembro de 2018 no Japão, acusado de supostas fraudes financeiras. Depois de passar 130 dias na prisão, foi liberado após o pagamento de fiança no fim de abril, sob estritas condições, e proibido de sair do país à espera do julgamento.
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Arte/G1
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