Carlos Ghosn diz que organizou fuga do Japão sozinho


O ex-chefe da aliança Renault-Nissan afirmou que a família não participou do plano de escape. Ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn, em foto do dia 1º de outubro
Eric Piermont / AFP
O ex-presidente da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, que fugiu do Japão para o Líbano na segunda-feira (30), onde estava em prisão domiciliar, disse em nota nesta quinta (2) que planejou a fuga sozinho. Segundo ele, a família não participou do plano de escape.
“Houve especulações na mídia de que minha esposa, Carole, e outros membros da minha família participaram da minha saída do Japão. Todas essas especulações são imprecisas e falsas”, diz o texto.
“Só eu arranjei minha partida. Minha família não teve nenhum papel”, acrescenta o comunicado.
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Também nesta quinta-feira (2), o Líbano anunciou que recebeu um pedido de prisão da Interpol contra Ghosn. “O Ministério Público (…) recebeu um aviso vermelho da Interpol sobre o caso Carlos Ghosn”, disse o ministro da Justiça libanês Albert Sarhane, citado pela agência de notícias oficial ANI.
Ghosn, que além da nacionalidade brasileira tem cidadania francesa e libanesa, era alvo de quatro acusações por crimes financeiros no Japão. Lá, onde vivia prisão domiciliar sob fiança desde abril de 2019, o magnata tinha certa liberdade de movimento, mas sob condições estritas.
Ainda nesta quinta, autoridades japonesas fizeram buscas na casa do empresário em Tóquio. Investigadores buscam imagens de vídeo de residências vizinhas que tenham registrado a saída de Ghosn.
O que se sabe até o momento é que o empresário escapou do país a bordo de um jatinho privado e fez uma escala em Istambul, na Turquia, antes de chegar ao Líbano. A Turquia lançou uma investigação sobre a fuga do empresário e sete pessoas foram presas, incluindo quatro pilotos, de acordo com a agência de notícias DHA.
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G1