Carla Fracci, célebre bailarina italiana, morre aos 84 anos


Bailarina e coreógrafa se apresentou com as companhias de dança clássica mais importantes do mundo. Causa da morte não foi divulgada. Carla Fracci posa enquanto assiste à apresentação do ‘Festival Stradivari’ em Milão, na Itália, em julho de 2017
AP Photo/Luca Bruno
A famosa bailarina e coreógrafa italiana Carla Fracci, que atuou entre outros com Rudolf Nureyev e Vladimir Vasiliev, faleceu nesta quinta-feira (27), em Milão, no norte da Itália, aos 84 anos.
“O Teatro La Scala anuncia, abalado, o falecimento nesta quinta-feira de Carla Fracci, em sua casa em Milão. O teatro, a cidade, a dança perdem uma figura histórica e lendária, que deixou uma marca muito forte em nossa identidade e que deu um contribuição fundamental para o prestígio da cultura italiana no mundo”, anunciou o prestigioso teatro milanês.
Nascida em Milão, em 20 de agosto de 1936, ela estudou na prestigiosa escola de dança do Teatro La Scala de Milão, tornando-se sua dançarina principal em 1958.
Famosa por seus papéis em “Romeu e Julieta”, de John Cranko, e “Elvira”, em Don Giovanni de Leonid Massine, ela se apresentou com as mais importantes companhias de dança clássica, incluindo o London Festival Ballet, Royal Ballet, Stuttgart Ballet, Royal Swedish Ballet, American Ballet Teatro e outros.
Vladimir Vassiliev, bailarino russo, e Carla Fracci apresentando ‘Giselle’ em Roma, Itália, em março de 1972.
Stringer/Ansa/AFP
Esbelta, delicada, sempre vestida de branco, Carla Fracci foi descrita como “a eterna menina dançante” pelo poeta italiano e ganhador do Prêmio Nobel Eugenio Montale. Já Charles Chaplin lhe disse uma vez que era “esplêndida”, como ela mesma contou em diferentes ocasiões.
Ao longo de sua longa carreira, pisou nos palcos mais prestigiosos do mundo, viajou incansavelmente e recebeu prêmios e ovações em todos os lugares. Carla também dançou com bailarinos da estatura de Nureyev, Vassiliev e Baryshnikov.
Entre os espetáculos que ficarão na memória, está sua interpretação de “Giselle”, com a qual entra para a história da dança pela força que dava aos papéis femininos.
Bailarina Carla Fracci cumprimenta papa Francisco durante visita ao Vaticano em 2017
Vincenzo Pinto / AFP
Também foi diretora do balé da Arena de Verona, de 1995 a 1997, e depois do Ballet da Ópera de Roma, em 2002.
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