Canto de Teago Oliveira justifica edição de single com gravação de música de Gilberto Gil


Capa do single ‘Esotérico’, de Teago Oliveira
Duane Carvalho
Resenha de single
Título: Esotérico
Artista: Teago Oliveira
Composição: Gilberto Gil
Edição: Deck
Cotação: * * * *
♪ Vários cantores convidados para gravar músicas de Gilberto Gil para a trilha sonora da série Amor e sorte (TV Globo, 2020) agregaram os fonogramas às próprias discografias.
Silva, por exemplo, lançou single com a gravação de A coisa mais linda que existe (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1968). Elza Soares e Flávio Renegado também eternizaram em single a gravação de Divino maravilhoso (Gilberto Gil e Caetano Veloso, 1968), incorporando o registro às respectivas obras fonográficas.
Liniker, Lucy Alves, Pitty fizeram o mesmo com as gravações de Barato total (1984), Andar com fé (1982) e Questão de ordem (1968), respectivamente.
Na sexta-feira, 13 de novembro, Teago Oliveira se juntou a esse time. Voz da banda Maglore, residente na cidade de São Paulo (SP), o cantor e compositor baiano lançou single com a abordagem de Esotérico.
Um ano após se mostrar sem a banda em um primeiro álbum solo de repertório autoral, Boa sorte (2019), Teago se confirma intérprete sensível ao dar voz a essa canção de Gilberto Gil, apresentada em 1976 em disco do grupo Doces Bárbaros.
Esotérico ressurge em gravação feita em casa, ao vivo, somente com a voz de Teago e a guitarra tocada pelo próprio artista. Icaro Reis fez a (boa) mixagem e Fábio Roberto masterizou o fonograma.
Mesmo fiel à arquitetura original da canção, Teago Oliveira imprime toque pessoal a Esotérico em registro caseiro cuja sensibilidade do canto – amplificada pela guitarra – justifica a edição do single pela gravadora Deck.