Calendário de vacinação infantil traz mudanças este ano. Saiba mais

Vacinação em crianças abaixo de 2 anos está em queda desde 2011, diz Ministério

Vacinação em crianças abaixo de 2 anos está em queda desde 2011, diz Ministério
Agência Brasil

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) realizou algumas mudanças no calendário de vacinação infantil este ano.

Segundo o pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP, as alterações na vacinação infantil se deram em relação às doses da vacina meningocócica C, que passaram de duas aplicações para três, sendo a primeira aos três meses de idade, a segunda aos cinco meses e o reforço no primeiro ano de vida.

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Outra alteração foi feita quanto à vacina BCG, contra a tuberculose. O médico afirma que, anteriormente, quando a vacina não deixava marquinha no braço da criança, era necessário reaplicá-a. A medida foi mudada, não necessitando mais da segunda aplicação, mesmo que não haja a cicatriz no braço.

As oito vacinas obrigatórias na infância são BCG, tríplice viral, meningocócica C, pneumocócica, poliomielite, pentavalente, rotavírus e hepatite A.

Sete delas estão com cobertura abaixo da meta, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (3). Somente a vacina BCG apresentou 95% de imunização em 2018.

Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas destinadas a crianças menores de 2 anos vem registrando queda desde 2011, com maior redução a partir de 2016. A pasta atribui a queda à disseminação de fake news e ao sucesso do Programa Nacional de Imunizações.

Em relação a essa baixa cobertura vacinal, Kfouri afirma que há uma imprecisão nos dados por conta da mudança nos registros de aplicações. “As informações mostram que a vacinação segue em queda principalmente desde 2015, justamente a época em que tivemos essa mudança no registro de doses”, explica.

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“Nós não temos uma excelente cobertura de vacinação, e essa cobertura não ideal teria várias explicações, como o desabastecimento de vacinas, horário de funcionamento de postos e a percepção de risco que os pais têm sobre determinadas doenças, como o coqueluche”, afirma Kfouri.

Segundo o médico, o Ministério da Saúde está fazendo um estudo para tentar compreender os motivos que levam as pessoas a não vacinarem as crianças.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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